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quarta-feira, 21 de maio de 2014

Fado, fenóis e festa no Museu Vinho Bairrada

A festa não pára na capital da Bairrada. Ana Moura esteve em Anadia e inaugurou três exposições de uma só vez. Vinho e Guiatarradas, Violas e "bubadeiras", tudo a rumar para essa ligação fantástica entre o Fado e o Vinho num país onde os F's estão, outra vez,  muito vincados. Para não lembrar outros F's, ficamos aqui pelo Fado, Fenóis e... Fónix grandes exposições.

Falando a sério, o Bairradices esteve na inaguração destas três exposições, no passado domingo, e deixa aqui o aplauso a quem manda naquele museu pois realmente estamos perante um ciclo expositivo de tirar o chapéu.

Ao contrário da ingestão dos nectáres bairradinos, esta exposição (três e um) pode ser consumida sem qualquer moderação, para abusar mesmo, até Outubro próximo.  


segunda-feira, 17 de fevereiro de 2014

Sabugal surpreende os sentidos nas Caves Primavera

Um dia destes, de passagem por Aguada de Baixo (Águeda), reparei que um autocarro da Câmara de Sabugal estava (e esteve, esteve, esteve) estacionado em frente de uma das nossas caves bairradinas.

Foi algo pefeitamente normal. O estacionamento é grande, não estava ocupado, mas olhando bem mais próximo para o slogan daquele município percebemos o que fazia ali o veículo, através da sugestiva regra de três esses : «Sabugal, Surpreenda os Sentidos».

Lindo não é? O pior é à saída, com aqueles três S's a dobrar (eheheh), ficando «Sabugal, Surpreenda os Sentidos e Saia Satisfeito e pouco Sorumbático».

Sabugal à parte, contaram-me que estas caves em causa receberam os irmãos cantores Anjos, que decididamente deixaram aquela bebida do touro vermelho e passaram a beber espumante bairradino, e do bom, aquele que efectivamente lhes dá asas... E como já são anjos, penugem não lhes faltava no final do jantar da semana passada.

Está em grande esta empresa vinícola da Bairrada, claro, a Primavera está à porta.

segunda-feira, 7 de outubro de 2013

Boa casta de alunos para boas e novas escolas

Em Oliveira do Bairro é tudo a dobrar - já aqui o dissemos - e francamente parece que encontrámos a origem. Mas já lá vamos.

Numa visita ao concelho no final do Verão, numa daquelas passagens habituais por lá para inaugurar escolas pela segunda vez ou para inaugurar estabelecimentos de ensino inacabados, o senhor Primeiro-Ministro, acompanhado pelo Ministro da Educação, esteve em Bustos e em Troviscal em escolas onde parece que o leite escolar tem uns pacotes assim para o vidrado (veja-se a foto, gentilmente gamada do site da Câmara).

Perante isto ficamos a pensar se o pré-escolar está a criar novos hábitos às crianças de Oliveira do Bairro ou, quem sabe, será a nova aposta do ministro Crato na vitivinicultura para desenvolvimento da agricultura do país (será que aquela bebida americana vai ser proibida de novo) ou então para colmatar a tal história da falta do inglês e das AEC's.

Se estes hábitos de ter vinho nas saulas de aula não mudam depressa qualquer dia temos estes homems e mulheres do amanhã, inebriados pela escola, prontos para a dar tudo por um concelho onde tudo é a dobrar... e vai daí continuarão a inaugurar escolas por duas vezes, sedes de junta com festa a dobrar... tudo a dobrar, hic, hic.

segunda-feira, 15 de julho de 2013

Andam a tramar a Mealhada

Já não bastava o António Duque, da Confraria do Leitão da Bairrada, andar para aí a dizer que o leitão que se serve na Mealhada não presta e vem dos países do Leste Europeu (xenofobia de pocilga)... a perseguição à Mealhada prossegue pois agora até há placards (ou pomposamente outdors) a indicar, de forma radical, aos visitantes da Mealhada para não beberem.

Afinal que podemos fazer nós na Mealhada? Visitar as Camélias? Ir lavar o rabiosque com água de malvas às Termas do Maló?

Vamos lá deixar de tretas... o leitão da Mealhada é bom (porque é da Bairrada) e deixem-nos beber em paz e moderação o vinho, a água e o espumante da Mealhada . Chega de radicalismos. 

PS - A foto em causa foi enviada por um leitor e foi tirada na entrada poente da cidade. Não foi manipulada.

quinta-feira, 8 de novembro de 2012

Vinho Bairrada com toque de pornografia

O conhecido produtor bairradino Luís Pato e a Quinta do Pôpa associaram-se para criar uma raridade vinícola com os dois sugestivos nomes de "TREPA" e "PAPO", colheita de 2008.
 
Na génese dos nomes está, per si, um bacanal vinícola, uma vez que este néctar resulta da combinação de duas castas autóctones da região do Douro e da Bairrada, respectivamente: Tinta Roriz e Baga, proveniente da vinha Pan.

Um vinho que começou por se chamar ‘TRePA’, nome que existe actualmente para comercialização no mercado internacional, e passou a chamar-se ‘PaPo’ em Portugal. Ou seja lá para fora trepa e aqui papo.
 
Sem querer fazer mais ligações entre vinho e outras coisas (o Baco é que sabia da coisa) parece que o Pato queria o Papo e vai daí Trepa virado a Tabuaço e consegue o casamento com o Pôpa e para os especialistas o resultado não foi nada mau.
 
Já imaginaram este vinho servir de rampa de lançamento para situações mais ousadas, do tipo vai uma TREPA ou ficamos pelo PAPO. E porque não juntar ambos... fica a sugestão.  
Agora mais a sério, a história deste vinho começou em 2007 quando o enólogo Luís Pato aceitou o convite para integrar a equipa da Quinta do Pôpa. Como sonhava em desenhar um vinho que juntasse o melhor do Douro com o melhor da Bairrada, Pato desafiou a Quinta do Pôpa a fazer um vinho único. O resultado está aí.
 
Para aqueles que podem TREPAr sem ter alguém que lhes aperte o PAPO, este vinho encontra-se à venda pelo preço de 22 euros e encontra-se disponivel em garrafeiras, lojas seleccionadas e na restauração.

terça-feira, 6 de novembro de 2012

Empreendedorismo bairradino

Esta foto, captada numa freguesia de um concelho bairradino, precisamente em Mamarrosa (Oliveira do Bairro), mostra a abertura dos bairradinos às novas formas de comunicação empresarial.

De uma forma simples, concreta, concisa, ilustrada, explicativa e eficaz o produtor promove o seu néctar à porta de casa, fazendo lembrar uma frase célebre de Mark Twain: «Muitas coisas pequenas foram transformadas em grandes pelo tipo certo de publicidade».

quarta-feira, 26 de setembro de 2012

Alcoólicos (pouco) anónimos de Vilarinho do Bairro

Dei de caras um dia destes - e sem querer - com um invulgar convívio. Um grupo de homens, mulheres e crianças divertiam-se, comiam e bebiam  no parque de merendas da Lagoa de Torres, sob uma tarja que indicava que aquele evento era promovido pela Liga de Alcoólicos de Vilarinho do Bairro... simmmm, era aquela malta, que até criou uma página no Facebook aqui para dar conta das suas iniciativas etílicas e para mandar umas larachas para a própria comunidade alcoólica, do género "A gasolina está mais cara que a cerveja, beba mais e conduza menos".

Inicialmente atónito com a razão que liga estes convivas e que até leva à organização de almoçaradas, percebi depois que este grupo do emborcanço de sumo de uva e derivados do concelho de Anadia está a impulsionar a economia local e e a levar à letra o slogan "beba o que é nosso".

De forma pouco anónima, estes alcoólicos de Vilarinho do Bairro estão imparáveis e até fazem inveja a baco com estas orgias vínicas que vão promovendo.

Mas quem será que conduz no fim da festa? É melhor ter em carteira sempre alguém que não tenha as quotas em dia para fazer o transporte dos convivas, sob pena da Liga passar a ter um nome mais complexo, do tipo: Liga dos Alcoólicos de Vilarinho Bairro com carta de Condução Apreendida" ou mesmo, numa solução mais amiga do ambiente "Liga dos Alcoólicos apeados de Vilarinho do Bairro".     

quarta-feira, 4 de julho de 2012

Carminho embebedou-se em Anadia

«E bebeu do vinho, e embebedou-se; e descobriu-se no meio de sua tenda»
Genesis, capítulo 9:21

Carminho arriscou e foi a Anadia actuar no âmbito da Feira da Vinha e do Vinho e terá ingerido carga etílica suficiente para descontrolar o seu GPS interno, ou quem sabe, só de pensar em fazer um espectáculo numa feira com este nome viu os indicadores alcoólicos, per si, a dispararem de imediato. Mas "tá bem", se a feira é da vinha e do vinho há que emborcar e fazer jus à causa em exposição.

Mas vamos ao facto - e agora falando sério - a consagrada fadista, no final da actuação, disse que estava muito contente e feliz por estar com o público maravilhoso de Águeda... Ops!!!

Depois de ter notado que tinha acabado de fazer asneirola da grossa (com M grande) a artista pediu desculpa às gentes de Anadia. Em resposta, ouviu-se no meio da multidão: "Tás Perdoada Marisa".

terça-feira, 26 de junho de 2012

Humor na Feira da Vinha e do Vinho de Anadia


Na inauguração da Feira da Vinha e do Vinho em Anadia, no passado sábado, na altura em que o presidente da Câmara, Litério Marques, discursava ouviu-se um enorme sururu, que entretanto foi apaziguado pela equipa de seguranças. Ninguém descobriu nada mas como o Bairradices não é de se ficar nestas coisas, partiu para a investigação e conseguiu a história em exclusivo para partilhar com os seus leitores. 

Mais ou menos fiel, aqui fica a origem da zaragata que só terminou dois dias depois, pensamos nós.

Tudo começou quando um indivíduo já assim para o “entrado” (bêbado mesmo) abeirou-se de um stand que expunha e servia espumante e pediu ao funcionário três tacinhas.
- Três tacinhas? - Perguntou, espantado o empregado.
- Sim, uma para mim, outra para ti e outra prá p. da tua mãe!!!

No dia seguinte, o mesmo bêbado repetiu o pedido, no mesmo stand:
- Três tacinhas...
- Três?
- Sim … três... uma para mim, outra para ti e outra prá p.. da tua mãe!!!
O empregado não foi de modas, passou-se dos carretos e aí vai disto. Pregou-lhe uma valente tareia.

Mas no dia seguinte, para espanto do empregado, o bêbado voltou. O funcionário, com um sorriso cínico e maléfico estampado no rosto, dirigiu-se ao cliente e perguntou-lhe, com ar de gozo:
- Com que então são três tacinhas de espumante, verdade?
-Não - Responde o bêbado.
-São só duas: Uma para mim e outra prá p.. da tua mãe! Para ti não, porque o álcool altera-te o sistema nervoso...

Aproveitem e visitem a feira. Concerteza que há mais motivos de interesse.

terça-feira, 5 de junho de 2012

Só por uma questão de bom gosto aqui fica um polvo

Numa das minhas incursões pelos sítios de culinária e gastronomia, num destes dias onde me faltava a inspiração para a cozinha, encontrei algo de muito bom gosto... imagine-se, um Polvo à Bairrada.

A primeira coisa que me veio à cabeça foi o acto eleitoral do PS Mealhada e o Polvo Burriqueiro, mas isso não era de bom gosto, mas pensei também porque raio é que se deve chamar Polvo à Bairrada a um prato que não tem nada de bairradino, ou quem sabe se este molusco está a ser pescado no Cértima, no Levira ou na Pateira de Fermentelos.

Depois de um olhar atento à receita verifiquei que o rótulo Bairrada nesta receita tinha a ver, simplesmente, com o uso de vinho da Bairrada, deixado-me a pensar que tal condimento se não fosse bairradino quinava toda a receita ou ressequia o amigo polvo. 

Boa!!! É de ideias destas que se faz uma marca, que se desenvolve uma região e que se vende um produto. A propósito, já que não temos clínicos a receitar termas para todos os males (senão o sector não estava pelas ruas da amargura), como se fazia antigamente, porque não receitarem aos seus pacientes um copito de tinto bairrada como elixir da juventude e da boa forma, fazendo cair os exótico-duvidosos aloé's mangustão's, viag... (ops, este não) e outros.

Aqui deixo a receita, mas juro que este prato não tem nada a ver com as eleições do PS da Mealhada nem ao Luso... aí era mal empregado o vinho.         

segunda-feira, 4 de junho de 2012

Portas dá uma mão ao vinho português

Demorou mas Paulo Portas reagiu. Depois de enxovalhado por Carlos Candal em 1995, quando foi brindado com o  BREVE MANIFESTO ANTI PORTAS EM PORTUGUÊS SUAVE que denunciou que o actual ministro dos Negócios Estrangeiros andou, naquela altura, acocorado nas vinhas da bairrada a tentar vindimar e foi obrigado a usar creme Nivea durante uns tempos para colmatar as gretas causadas nas suas mãos mimosas, Portas, quase numa homenagem àquela árdua experiência bairradina, presta-se agora para vender umas pingas ao povo irmão do Brasil.

O líder do CDS-PP disse mesmo na Feira Nacional da Agricultura, que decorre em Santarém, este domingo, estar "pessoalmente empenhado" em "defender o interesse nacional" na negociação da defesa dos exportadores portugueses de vinho e azeite para o Brasil.

Portas assume o papel de vendedor de vinho para um país da América do Sul, depois de Sócrates ter feito as mesmas funções com portáteis Magalhães e ferry-boats, curiosamente para um país vizinho daquele. Portas quer agora embebedar Vilma depois de Sócrates não ter conseguido enganar Chavéz, mesmo com aquele a apresentar sinais constantes de embriaguez.

"Paulinho das Feiras", que agora quer tentar uma experiência comercial mais abrangente, disse nesta feira que "é muito importante olhar para a agricultura não como algo do passado", pudera pois quando lhe falam de passado e de agricultura devem vir à memória as chagas conseguidas nas vinhas da Bairrada em 1995, como retratou Carlos Candal no ponto 15º daquele manifesto: «O Portas é elitista. Mas simula demagogicamente interessar-se pelos problemas daqueles a quem, no seu milieu, é uso chamar 'as classes baixas' - como aconteceu recentemente na Bairrada, quando fingiu participar na vindima que gente simples e autêntica da terra levava a cabo (por castigo andando agora, há já várias noites, a pôr 'creme nívea' na sua mãozinha mimosa, nunca antes maltratada por qualquer alfaia agrícola)».

sexta-feira, 1 de junho de 2012

Sapateiro francês apresenta saca-rolhas na Bairrada

Um conceituado sapateiro francês decidiu vir a Portugal, concretamente a um concelho da nossa Bairrada, apresentar um revolucionário e, sobretudo, inofensivo saca-rolhas.

Atraído pelas histórias relacionadas com o mau uso daquele acessório de apoio ao consumo vinícola, que envolvem um cidadão bairradino, o sapateiro francês elegeu Cantanhede para a apresentação do moderno equipamento que abre garrafas num abrir e psicar de olhos.

Mas como nestas coisas inovadoras nem tudo é sucesso, fica a ideia que se o vinho tiver depósito ninguém vai conseguir bebê-lo, mas se não tiver depósito também não será fácil apreciá-lo, pois vinho com chulé não parece nada bem. Já basta aquele sulfato peúga que apanha no lagar no acto de pisar.

O Bairradices apresenta, em primeira mão, o vinho de abertura fácil... et voilá!!!

quinta-feira, 17 de maio de 2012

Bairradices solidário com feriado

À semelhança de mais de metade da Bairrada, o Bairradices está a gozar o merecido feriado juntamente com as populações dos concelhos de Anadia, Oliveira do Bairro e Mealhada (só aqui no nosso território).

A data é consagrada a Quinta-feira da Ascensão, padroeira dos elevadores (epíteto atribuído pelos brincalhões do território, que depois de uma coxas de frango e de leitão e de emborcarem uns decilitros de vinho dizem destas barbaridades).

Por falar nisso, vou à Mata do Buçaco ver a expressão popular do nosso povo e provar um baga e já venho. Bom feriado Bairradinos. Aproveitem pois não sabemos quando os próximos feriados a cortar são os municipais, pois com a fusão (extermínio) de municípios à espreita não são só os feriados que vão cair.

terça-feira, 27 de março de 2012

De uma noite de bebedeira nasceu o famoso grupo Pichel

Há efeitos secundários bem piores naquilo que à ingestão etílica (vulgo bebedeira) diz respeito. Lá para os lados de Vila Nova de Monsarros (Anadia) o resultado de uma noite bem bebida, com muita cerveja e um grande pote, descambou num grupo de amigos, que 25 anos depois ainda resiste, leva a cabo várias actividades e até apoia o Centro Social da freguesia. É caso para dizer: Que grande e nobre ressaca!!!

A história, contada aqui dá nota que o Grupo Pichel (vaso, bilha ou picheira para vinho - percebe-se porque escolheram aquele nome, dada as abichanadas alternativas) nasceu há 25 anos quando um grupo de amigos, numa das festas da freguesia, foi até à quermesse e a um deles saiu um grande pote de barro. Ideias não faltaram para o pote e vai daí toca a enchê-lo de cerveja, até ao ponto de conseguirem, alguns deles lá para o fim da noite, comunicar com o mesmo, tratando-o de forma íntima por Pichel, fazendo lembrar a rábula de Vasco Santana a pedir lume a um candeeiro, no Pátio das Cantigas.

A partir dali, aquele grupo começou a promover iniciativas, que se foram diversificando (usando o Pichel para vinho e não apenas para cerveja), organizaram excursões, passeios de bicicleta e até instituíram um encontro anual no dia 1 de Maio, nas Termas de Vale da Mó.

Já com o Pichel original desfeito, o grupo faz um brinde alusivo ao grupo para angariar fundos. Este ano é uma caneca em inox com uma fita porta chaves a dizer Pichel 2012.

Diz a história do grupo que no início o dinheiro que sobrava dos eventos era para fazer face a despesas da então já colectividade, mas ultimamente o que se consegue é para o Centro Social de Vila Nova de Monsarros.

Os "directores" picheleiros dizem que o pote de barro original já se partiu e já vários potes se seguiram mas "o verdadeiro espírito do Pichel continua vivo, o grupo continua a crescer, está activo e recomenda-se".

quinta-feira, 2 de fevereiro de 2012

Está descoberto o segredo do vinho anti-alérgico

As pessoas alérgicas ao vinho (não confundir com as alérgicas aos efeitos secundários em demasia deste néctar) vão passar a poder beber sem problemas, segundo aquilo que veio espelhado na imprensa nacional ao longo dos últimos dias. A descoberta foi feita por uma equipa de investigação da Universidade de Aveiro e ao que parece foi o resultado de saturados estudos e experiências feitas em laboratório, não utilizando ratos, mas sim um painel de provadores das mais finas tascas dos lugarejos dos arredores da cidade para que assim se determinasse o verdadeiro indicador alergénico de cada um deles… de caixão à cova, como diz o povo.

Fonte próxima do estudo científico dá conta que a bezana foi maior do que o esperado porque a ideia dos investigadores passava apenas por analisar os efeitos do vinho e não a mistura destes com bolos de bacalhau, pataniscas ou bifanas, ficando de fora qualquer efeito esponja na prova.

No entanto, para tal investigação, parece ter sido determinante uma equipa escolhida e enviada pelo Manel dos Parafusos, de Cacia, que reuniu um lote de verdadeiros “ingeridores etílicos” que depois de uns bons almudes lá deixaram os investigadores escrever algo sobre a fantástica experiência, concluindo que a malta quando bebe aquelas quantidades não fica alérgica, fica embriagada mesmo, mas o pior é que para concluir isto tiveram que entrevistar cada uma das cobaias, conseguindo ao fim de cinco minutos e de 459 “hic’s” a confirmação de que afinal quando mais água tem o vinho maior fica a alergia.

Agora mais a sério - e mais académico – o segredo do vinho antia-lérgico é "a adição, durante a sua produção, de um polissacarídeo chamado quitosana que é extraído, por exemplo, das cascas dos caranguejos e dos camarões, podendo também ser extraído de fungos", explica Manuel António Coimbra, responsável pela equipa de investigação. Isto fez-me lembrar logo um slogan: Se queres beber vinho sem apanhar uma carraspana pede um que tenha quisotana” (engraçado pelo nome parece a tia gorda do conhecido produto para eliminar piolhos).

Continuando, eu apanhei a história no JN (AQUI) que dá conta que o sulfuroso, que é adicionado nas várias etapas da vinificação para evitar a proliferação de microrganismos que degradam o vinho e as oxidações que o acastanham, é um composto químico que pode provocar reacções alérgicas nalgumas pessoas, que se vêm por isso impedidas de o consumir.

Pois, alérgicas… acredito.

Termino com um contributo de Fleming para o assunto:
"A penicilina cura os homens, mas é o vinho que os torna felizes".

PS- Perdoem-me a foto mas o Bairradices está também rendido às "chinesices".

segunda-feira, 7 de novembro de 2011

A malta das obras já não bebe minis?

Fiquei surpreendido neste arranque da semana com uma notícia do Jornal de Negócios relativa a uma das caves de Anadia, mais concretamente as Caves Solar S. Domingos que, à semelhança de milhares de portugueses, não perspectivam grande Natal para este ano.

Mas o mais curioso é que a administração daquela empresa de Anadia diz que tais previsões negativas estão ligadas com o sector da construção (???) . A empresa facturou quatro milhões de euros em 2010 e este ano diz não conseguir chegar àquele objectivo e a causa é que - e vamos citar declarações dos responsáveis da empresa ao Jornal de Negócios - "A nossa clientela, muitas vezes, passava pela construção, que está parada. As construtoras compravam garrafas para oferendas, e eram bons clientes. A quebra no sector reflecte-se nas nossas vendas". E pronto estás desmistificada essa ligação estranha entre a construção e o vinho e espumante da região.

É curioso, mas realmente nas minhas memórias de criança ainda consegui perceber esta ligação betão e álcool, pois aqui pela bairrada quando se construía uma vivenda, na fase da "telha ao ar" (telhado completo) havia comezaina da grossa e despejavam-se, literalmente, garrafões de cinco litros. É a tradição, respeite-se. Agora confesso que nunca tinha visto a construção como um cluster importante para a dinamização da fileira vitivinícola.

quinta-feira, 4 de agosto de 2011

Milagres da transformação

Rezam os escritos bíblicos - e disso não há dúvida - que Jesus foi precursor no maravilhoso milagre da transformação da água em vinho. Um toque de magia, algo transcendente, mas que volvidos dois milénios se faz com preocupante naturalidade.

Afinal, Cristo só pode regozijar-se, afinal, por ter tantos seguidores. A Bairrada não deve ser excepção, até porque é habitual haver quase sempre um curso de água (rio, vala, riacho) nas imediações de algumas caves... mas isso é para lavar as garrafas.

Perdoem-me a piada aqueles que até de uvas fazem vinho. E ainda bem que esses são muitos pelas nossas paragens.

A propósito, aqui fica um apanhado engraçado.

domingo, 20 de fevereiro de 2011

Baco está feliz com Dias Cardoso

A Revista de Vinhos acaba de reconhecer que "toda uma geração de enólogos, produtores e apaixonados pelo vinho lhe deve reconhecimento" falando do enólogo bairradino António Dias Cardoso, que merece o estatuto de "Senhor do Vinho", que é algo assim como a Bota de Ouro para o futebol, um autêntico Nobel ou Pulitzer para a área vitivinícola, para algúem que deu grande parte da sua vida à arte de transformar uvas em vinho, mostrando a toda uma imensa região e a um grande país que, de facto, até de uvas se faz vinho... do bom.

Por todo este empenho de Dias Cardoso fica o grato reconhecimento de produtores, bebedores (anónimos ou não), ébrios e afins e de todos outros agentes deste importante cluster bairradino. De todas as alegrias que o néctar nos deu ou mesmo de todas as mágoas que o mesmo afogou ao longo de todos estes anos, muito se deve a este "Merlin" das adegas e laboratórios bairradinos que com a sua varinha de condão (de vide) fartou-se de proporcionar gargalhadas, narizes avermelhados ou ziguezagueantes desempenhos automobilísticos, assim como outros momentos menos efusivos (mas com mais paixão) resultantes de uns bons tragos deste produto da terra mãe.

Dias Cardoso, homem da cultura e política de Oliveira do Bairro que desta vez deixou a concertina em casa (outra paixão), esteve na Gala da Revista de Vinhos, no Centro de Congressos da Alfândega do Porto, na semana passada, recebendo aquela distinção testemunhada por 900 pessoas.

quinta-feira, 11 de novembro de 2010

O Zé Manel vai ser confrade dos Enófilos da Bairrada

José Manuel Rodrigues Berardo (Joe Berardo), coleccionador, investidor e filantropo, vai reforçar a sua presença em solo bairradino estando entre os 16 novos elementos que a Confraria dos Enófilos da Bairrada vai entronizar no seu XXXII Grande Capítulo anual, no próximo dia 27 de Novembro, no Palace do Buçaco.

Depois de criar o hábito de levar os amantes da arte ao submundo de Sangalhos - no seu Underground Museum das Caves Aliança - e de ter apadrinhado uma exposição de miudas giras completamente nuas à volta de lustrosas pipas de vinho e outros cenários vínicos da Bairrada - no Museu do Vinho de Anadia - o coleccionador, que chegou a comprar um peça de design impedida de participar numa exposição por incluir um vibrador, em 2009, foi agora proposto para integrar aquela importante confraria bairradina.

Dado também aos negócios de vinhos portugueses, desde o moscatel ao porto, passando pelos tintos e brancos, o Zé Manel Berardo foi proposto para Confrade Honorário, tendo em conta os “investimentos realizados recentemente na Bairrada, também na área da cultura e associando-a ao vinho”, justifica a Confraria.

Neste sentido, a Confraria não tem dúvidas que, com estas iniciativas do Comendador, “não só o sector do vinho foi significativamente valorizado e tem vindo a ser promovido, como a própria região da Bairrada ganhou uma nova centralidade e tem vindo a ser mais procurada a apreciada”.

Zé Manel Berardo entra no "clube" vínico da Bairrada juntando-se a muitos outros ilustres, como Vieira da Silva, Pais do Amaral ou Agustina Bessa Luis.

Entretanto, vamos torcer para que no próximo dia 27 Joe Berardo não cometa excessos na ingestão do néctar bairradino senão ainda sai do Buçaco com vontade, outra vez, de comprar o Benfica.

quarta-feira, 29 de setembro de 2010

Atenção… hic... vem aí um aumento… hic… de 20 %

As previsões assim o apontam e mesmo as mais pessimistas dão conta que o vinho Bairrada desta colheita vai ser realmente muito bom e pode mesmo chegar a um aumento de 20 por cento na produção.

Se há boas uvas e boas castas, à partida, podemos ficar descansados quanto ao resultado do néctar, mesmo que muitas sejam sujeitas a uns pós de perlimpimpim ou sempre aquela ligação milagrosa com H2O, exactamente a fórmula usada há 2010 anos atrás na tão famosa transformação de vinho em água, relatada nos compêndios da história cristã. Só que Cristo não imaginava que, tantos anos volvidos, viesse a ter tantos seguidores de tal acto milagroso.

Bem, mas deixemos os maus exemplos e vamos regozijar-nos com o facto de ter muito e tão bom na perspectiva da colheita de 2010, que como diz quem sabe, ainda beneficia do facto do fim das décadas dar um cunho especial de qualidade à colheita.

Em suma, muito e bom, o que antecipa alguns cenários de pura bebedeira… mas com qualidade.

Sem querer incentivar o consumo de álcool, o Bairradices deixa aqui algumas das razões que ao longo de várias dezenas de anos levaram grandes pensadores a dissertar sobre questões meramente etílicas.

Aqui ficam:

“Nunca confie num homem que não bebe” (Provérbio Chinês)

“O álcool não faz as pessoas fazerem as coisas melhores. Ele faz com que elas fiquem menos envergonhadas por fazê-las mal”. (William Osler)

"Eu aproveitei mais o álcool, do que ele se aproveitou de mim" (Winston Churchill)

"O Vinho é uma prova constante de que Deus nos ama e deseja ver-nos felizes" (Benjamim Franklin)

"O Vinho é a mais sã e higiénica das bebidas" (Pasteur)

"Deus criou a água, mas o Homem fez o Vinho" (Victor Hugo)

"A penicilina cura os homens, mas é o Vinho que os torna felizes" (A. Flemming, Nobel da Medicina)

"Os que bebem Vinho vivem mais do que os médicos que o proíbem" (Mussolini)

"Um Vinho Bom, é sempre bom em qualquer parte do Mundo" (Ana Luísa Calém)

"Não se pode fazer Vinho ao acaso - a qualidade é o que o consumidor gosta e paga" (Luís Pato)

"O Vinho é indispensável artigo de permuta para a moeda de ouro que nos falta" (Emydio Navarro, Jornalista e Político)

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