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quinta-feira, 27 de outubro de 2011

PJ acabou com um negócio de família em Águeda

A Polícia Judiciária pôs termo a um negócio familiar lá prós lados de Águeda, onde um pai e um filho dividiam as tarefas da "empresa" familiar, que tinha como objecto social extorquir dinheiro a prostitutas e bater-lhes quando não pagassem. A coisa até parecia correr bem para os "empresários" mas o negócio de família não durou mais que um ano dada a intervenção da PJ e das corajosas denúncias das lesadas.

Pai e filho vão ter que mudar de ramo, talvez para se dedicarem à serralharia, pois para mim acho que deviam ser postos atrás das grades para estudar a composição daquele material ferroso. Mas melhor ainda seria vê-los a fazer trabalho "comunitário" à beira da estrada para compensar o estrago feito às vítimas.

E que não venham cá com a história de que "ladrão que rouba ladrão tem um ano de perdão", pois as meretrizes não roubaram nada a ninguém, por isso "ladrão que rouba prostituta devia levar no focinho até mudar de conduta" e "filho de ladrão, também leva, pois então".

A estes "destemidos e corajosos" azeiteiros, aspirantes a proxenetas de estrada, aqui fica a homenagem do Bairradices, com a devida vénia. Mais momentos de tributo podem ser lidos no Correio da Manhã.

terça-feira, 30 de agosto de 2011

Prostitutas vão pagar "parquímetro"

A ideia vem do país da senhora Merkel (não se sabe até que ponto sugeriu mesmo o assunto) e abrange as prostitutas locais, precisamente as que trabalham nas ruas da cidade alemã de Bona, que vão pagar, a partir desta semana, um imposto diário nocturno para exercer a sua profissão, diz o Correio da Manhã.

Segundo avança o periódico, seis euros é quanto as prostitutas terão de pagar das 20h15 às 06h00, numa espécie de parquímetro, segundo informações divulgadas pelo jornal alemão "Bild".

A iniciativa, pioneira na Alemanha, baseia-se na chamada "lei do imposto sexual", que entrou em vigor este ano. E deverá trazer aos cofres municipais receitas suplementares de cerca de 300 mil euros anuais.

Caso a profissional não apresente o recibo emitido pela máquina poderá ver-se obrigada a pagar uma multa de até 100 euros.

Com essa medida, a cidade de Bona pretende arrecadar das prostitutas que trabalham na rua as mesmas receitas já pagas pelas que actuam em bordéis controlados e legalizados, segundo informações dadas por um porta-voz municipal.

Ora como pela Bairrada prostitutas já temos de sobra e porque as receitas municipais são cada vez mais como pão para a boca das aflitas finanças dos municípios, aqui fica uma saída para a crise, cobrando o "estacionamento" das senhoras meretrizes. Mas entreguem a gestão dos parquímetros às Cãmaras porque as forças de segurança, nestas questões de estacionamento, já há muito que nos fazem exactamente aquilo que os clientes, presumivelmente, fazem às prostitutas.

Foto: Reprodução "Bild"

terça-feira, 9 de agosto de 2011

Saldos ou requalificação urbana na Mealhada?

A zona P da Mealhada (para os amigos conhecida como Cova da Areia) voltou a ostentar uma placa promocional a avisar a existência de saldos à beira da estrada.

Agora que acabaram as cerejas de Resende, os Morangos de todo o lado e enquanto não chegam os melões de Almeirim, a fruta é outra e, pelos vistos, a preços inimagináveis… nem o caroço paga amigo cliente!!!

Depois de uma famosa placa (vejam aqui) que por semanas divulgou o negócio na estrada que liga a Mealhada ao Luso, eis que agora regressou a força toponímica e cá com um arrojo nunca visto, não deixando qualquer dúvida ao “turista” que por ali passe, sobre o tipo de fruta podre exposto às intempéries do agreste clima que liga o maciço da Mealhada ao veio termal do Luso.

Entretanto, saldos à parte, diz-se à boca cheia que esta toponímia pode fazer parte já do futuro Plano de Requalificação da Cova da Areia , que será apresentado em breve, juntamente com o Plano de Pormenor das Imediações da EN 1, no Carqueijo, no sentido de tornar estas zonas P mais bonitas, modernas e de fácil mobilidade, criando, entre outros melhoramentos, passadeiras para peões e zonas de estacionamento junto aos negócios locais.

domingo, 19 de junho de 2011

Voando sobre um ninho de porcos

Vejam o pequeno anúncio. Falamos já a seguir.



Na versão original deste anúncio, gravado algures na Bairrada, numa pocilga qualquer, tínhamos o emancipado miúdo a pedir à mãe para ir ao Xodó ou às Camélias, mas depois de analisados os "clubes" em questão, a malta da bebida que dá asas não quis arriscar para não comprometer a qualidade, com medo de chamuscar as ditas.

Assim, optaram por generalizar a vontade do rapazito por um clube de striptease qualquer.

Entretanto há quem diga que a ideia do anúncio terá sido plagiada de uma campanha que a Entidade de Turismo do Centro e a Rota da Bairrada tinham na forja para a promover a eleição do Leitão da Bairrada nas 7 Maravilhas da Gastronomia. Diz-se à boca cheia que se tratava de um sketch onde Jorge Sampaio (da Rota) atirava porcos do alto de um prédio de 7 andares quando Pedro Machado (do Turismo) perguntava aos autarcas locais se a Bairrada estaria unida nesta questão do leitão. A resposta era rápida e óbvia com os bácoros a estatelarem-se no chão: "- Só estará unida quando chover porcos".

segunda-feira, 4 de abril de 2011

Abriu o Museu da Ciência e da Técnica da Mealhada?

A arrecadação, lixo, arquivo ou aquilo que quiserem chamar da extensão do Museu Nacional da Ciência e da Técnica, na entrada Sul da Mealhada, parece estar, finalmente, de portas abertas ao público.

Recentemente, de passagem pela antiga Malaposta do Carqueijo (penso que é assim que se chama), foi possível ver que aquela abandonada unidade museológica ou armazém de espólio sobrante do importante museu de Coimbra, tinha uma dedicada "porteira" com condições de trabalho de fazer inveja às "colegas" de profissão (veja-se a bela da cadeira).

Por entre o silvado que reveste o edifício e com as letras douradas a anunciar que ali está o importante museu, lá estava também a funcionária cheia de (pa)ciência e de técnica para subtarir uns euritos aos mais entusiastas deste património de beira de estrada.

sexta-feira, 25 de março de 2011

O prostíbulo que virou Casa de Hóspedes

Bordel, Lupanar, Casa das Marias, Casas de Passe, Casa de Prostituição, ou Casa de... pois. Tantos outros nomes, mais ou menos esquisitos, servem para rotular locais de puro mercantilismo corporal onde toda a gente sabe o que se comercializa.

A história da profissão mais velha do mundo, naquilo que a estas casas diz respeito, dá conta da sinalética para informar potenciais clientes da existência deste serviço, daí haver necessidade de passar essa imagem através de uma luz vermelha (aqui aparecem-nos as lendárias casas da luz vermelha, no Brasil) que avisavam a navegação da existência ali de meretrizes, recorrendo a lâmpadas daquelas não economizadoras embrulhadas naquele plástico que envolve as bolas de queijo flamengo.

Mas tudo aquilo faz parte da história. Hoje mudam-se os tempos e mudam-se as vontades, pois numa era de marketing agressivo, muitas vezes enganoso e outras vezes a fingir, encontramos de tudo, até reclamos luminosos, como em Sangalhos (Anadia) onde uma casa de... pois foi transformada, de noite para o dia, numa casa de hóspedes.

Nem tudo estará errado nesta nova definição do Xódó. Lá casa de hóspedes é, com direito a hospedeira para breves hospedagens. O rótulo de hóspedes neste caso não está nada mal empregue se analisarmos a situação à luz da ciência onde "parasitas são organismos que vivem em associação com outros aos quais retiram os meios para a sua sobrevivência, normalmente prejudicando o organismo hospedeiro, um processo conhecido por parasitismo".

Afinal é tudo uma questão de P's. Parasitas, proxenetas e.... pois. Mas, sobretudo, parvos.

segunda-feira, 7 de março de 2011

António faz prospecção de mercado pela Bairrada

Munido de cajado e vestido a rigor com um fato de palha - quem sabe para atrair uma vaca mais faminta - esteve por Oiã (Oliveira do Bairro) no domingo de Carnaval, um tal de António, figura pública (diz-se) saído de um reality show da TVI, daqueles em que as chamadas de valor acrescentando fazem de anónimos autênticos ícones de popularidade, assim tipo a última edição do Festival RTP da canção, no sábado, com a gula do canal público pelos cifrões das chamadas a acabar na estrondosa e vergonhosa eleição do grupo do Gel e de Falâncio, mandando à bosta todos os especialistas de música e outros que perderam tempo a analisar o trabalho dos concorrentes... É Carnaval.

Bem, mas falando do António (o tal pastor que teve um bar de alterne) a sua presença em Oiã não parece ser ingénua de todo, até porque há quem diga - de boca cheia - que o "famoso" parece ter reacendido o desejo de se aventurar de novo no negócio de "gado" noctívago, daí que há fortes suspeitas que para além de ser convidado como rei do Carnaval de Oiã, António veio também em funções de prospecção do mercado para abrir um novo bar. E olhem que a Azáfama foi grande pois na véspera António esteve em Estarreja para ter pretexto para passar nos "mercados" das não menos famosas MBE (Marafonas da Beira da Estrada) de Albergaria-a-Velha, Cacia e no enclave das Zonas Industriais de Oiã e Mamodeiro.

segunda-feira, 14 de fevereiro de 2011

Outro local inflamável da Mealhada

Curiosamente, os fogos de Inverno no concelho da Mealhada parecem afectar zonas onde o brasido é intenso (ou deveria ser). Depois do relato de um incêndio no quarto da residencial (?) As Camélias, que demos conta aqui no Bairradices, fomos alertados para um novo sinistro, também ele numa zona inflamável da Mealhada: a típica zona da Cova d'Areia (que está para a Mealhada como De Wallen está para Amesterdão).

A notícia, espelhada também num semanário da Mealhada, dá conta da forma como os bombeiros daquela cidade abraçaram o sinistro, muito mais contidos que os vizinhos de Pampilhosa, até porque, cinco homens e uma só viatura deram "conta do recado", sem qualquer tipo de exagero, e de uma eficácia tal que não permitiu a propagação das brasas.

Para evitar futuras ocorrências não seria melhor isolar estas "fontes de calor" do material combustível que são os eucaliptos? Pensem nisso, pois até há vinhedos por aquelas paragens, menos perigosos, que em contacto com estas fontes caloríficas podiam resultar na descoberta de novas castas vinícolas, como a "baca" ou "bocal" ou ainda "tourita nacional", ou então reforçar castas existentes como a "Carrega Burros", "Negra Mole", "Grossa", "Gorda", "Corropio", "Bastardo", "Estreito Macio" ou um sugestivo "Dedo de Dama".

quinta-feira, 10 de fevereiro de 2011

Inflamação nas Camélias quase acaba em tragédia

Na Revista de Imprensa da Bairrada desta semana, entre muitos outros assuntos, lá para os lados da Mealhada salta à vista uma pequena notícia, que apesar do reduzido tamanho que ocupa, está cheia de segundas intenções e de outras dimensões, relacionadas com uma unidade "hoteleira" do concelho da Mealhada. Senão vejamos:

Primeiro, o título tem Camélias entre aspas quando devia era ter aspas no termo fogo. Aí então passaríamos a ter algo que apesar de banal era engraçado, e revelava mesmo um dado adquirido, pois se não houvesse fogo nas Camélias o negócio já tinha sido encerrado há muito. Normalíssimo continuava a ser ter "fogo" nas Camélias sem haver feridos, desconhecendo-se quaisquer actos de violência ou sadomasoquismo, pois mal era para os clientes daquela residencial.

Depois, quando todos sabemos que as corporações de bombeiros cada vez mais têm mulheres ao serviço, lá vem a notícia, venenosa, a dizer que estiveram no combate ao incêndio 20 homens!!! Pois, a ser verdade, estou a ver os voluntários masculinos a dar dois passos em frente para ir apagar as brasas às Camélias. E imagino também as funcionárias da "casa" a pensar em pedir reforços para dar conta de tanta mão-de-obra que ali chegou empilhada em apenas quatro viaturas.

Uma coisa é certa, o jornal diz que o incêndio foi num quarto. Ainda bem, assim cai por terra a hipótese de que poderia ser a cozinha a origem do sinistro, já que agora parece que ali se confeccionam pratos (sem aspas) da cozinha tradicional portuguesa, inglesa, russa e afins, assunto que o Bairradices já deu a conhecer aqui, lembram-se?

quinta-feira, 9 de dezembro de 2010

Prostituição sem placa

Coincidência, ou não, aquela placa que indicava actividades económicas paralelas entre a Mealhada e o Luso, que recentemente denunciei aqui, acabou por desaparecer subitamente do alto do pinheiro onde garbosamente se expunha .

Ou um leitor do Bairradices mais atento ou algum supervisor de sinalização mais distraído, o certo é que a placa voou e agora ficamos sem saber a quantos metros de distância estão as ninfas da Cova da Areia, obrigando-nos a contar os passos para saber com exactidão onde estão as beldades da vida fácil.

Confesso que foi preciso tirarem de lá aquela placa para reparar que no lado oposto do pinheiro tinha uma outra placa - "Bem Vindos à Vila da Mealhada" - e aí então percebi que afinal de contas o que se passa é que tais placas estão obsoletas e a primeira - esta aqui - foi retirada para ser actualizada e dar lugar a esta... esta aqui!!!

segunda-feira, 6 de dezembro de 2010

Novas especialidades gastronómicas do mundo floral da Mealhada

Num destes dias, de passagem por uma das extremidades da nossa região vinhateira - e de regresso ao carro depois do problema resolvido num dos nossos serviços públicos - encontrei um atractivo folheto pendurado nas escovas limpa-vidros do carro que anunciava a abertura de um restaurante na Mealhada, a caminho de Coimbra, curiosamente com o nome de uma espécie floral e exactamente onde parece que funcionava uma residencial e coiso e tal.

O folheto é explícito, bem decorado e fala de especialidades da cozinha clássica, indiana, italiana e portuguesa. Clássica? Será que agora os pratos a servir são mais virados para "maduras"? Que fizeram à "cozinha" brasileira, africana e de leste?

Sinceramente e por aquilo que vamos sabendo do espaço, italiano e clássico deve ser novidade na região, pois desde a Cicciolina nunca mais vi nada com aqueles dois atributos. Agora indiana e portuguesa acredito. A primeira porque pode ser feita à revelia de um bom livro de culinária mas obedecendo ao modo de confeccionar do kamasutra. Já a segunda, bem à portuguesa inclui sempre os famosos três pratos (refiro-me à sopa, prato de peixe e prato de carne, seus depravados).

E pronto, só quis deixar deixar aqui esta novidade. Não vá qualquer dia ver este restaurante no lote daqueles que fazem parte das 4 Maravilhas da Mesa da Mealhada - até porque este tem muitas mais - e dizer que não foi avisado. "Venha degustar os nossos pratos", convida este folheto, provocando-nos um arrepio na barriguita... uiiii.

Já agora - para que vejam a diferença, também no mesmo concelho - acho esta publicidade mais eficaz. Vejam aqui.

domingo, 21 de novembro de 2010

Prostituição promovida por perceptível placa

Pela foto que aqui deixamos é patente a forma como se promove uma das não reconhecidas maravilhas da Mealhada. A respectiva placa, que se encontra num dos pinheiros na ligação entre a Mealhada e o Luso, mostra o rigor quilométrico da presença das ditas, advertindo os condutores para a presença de coisas estranhas nas bermas da estrada ou nas entranhas do pinhal.

Depois do Bairradices ter deixado aqui eco de protesto sobre uma notícia do Correio da Manhã (esta aqui), relativamente ao facto da Mealhada ser um dos pontos negros da matéria, sugerimos depois (aqui) para que se colocassem placas de aviso da existência de tal negócio e de protecção para quem o exerce e, finalmente, (aqui) alertámos para o uso de coletes fluorescentes, mas sinceramente desconhecíamos a existência desta perceptível, patente, percebível e palpável placa... sem dúvidas, a 300 metros. Assim fica toda a gente avisada.

terça-feira, 26 de outubro de 2010

Se a moda pega o sexo de beira de estrada passa a ser fluorescente

Depois do Bairradices ter alertado que as autarquias da Bairrada estariam a pensar colocar placas de trânsito a sinalizar zonas de prostituição, como se faz em Treviso (Itália) e que aqui neste post demos conta, agora aparece-nos mais uma medida de prevenção de acidentes de trabalho, vinda da vizinha Espanha.

A ideia consiste em pôr as senhoras meretrizes - que estão junto às estradas - todas de colete amarelo fluorescente. E o melhor é não brincar com a coisa, pois as referidas senhoras se forem apanhadas sem tal equipamento pagam 40 euros de multa. Isto passa-se apenas em Els Alamus, na Catalunha, mas o Bairradices, em conversação com um blog congénere daquela região, apurou que responsáveis políticos internacionais (bairradinos incluídos) estão a fazer chegar mensagens de regozijo pela medida tomada localmente, fazendo antever que vai ser próspera a proliferação e fabrico deste material.

Com podemos ler na imprensa, a medida pode ser vista como uma preocupação com a segurança das prostitutas locais - e a polícia garante que é disso que se trata. Mas a verdade é que nos últimos meses o presidente da câmara local tem emitido legislação no sentido de banir a prostituição das áreas urbanas.

No entanto, posso garantir ao senhor presidente da Câmara que não é assim que vai banir as meninas da estrada. Às tantas o senhor até criou um negócio paralelo (não estou a falar do fabrico de coletes, esse já existe) pois quem sabe se as rainhas da estrada não começam a usar o colete para colocar a "ementa" dos seus serviços ou slogans do género: "Perca uns euros, pergunte-me como".

Tentando visualizar esta legislação aplicada à nossa Bairrada até que o efeito não seria nada mau. Imaginem o lusco-fusco na ligação da Mealhada ao Luso ou noutros lugares de prostituição fértil bairradina. Meus amigos, com tanto colete reflector e tanta luz havia gente convencida mesmo que estava em Las Vegas.

Deixem lá vir os coletes deixem e depois não se admirem de ver publicidade da região nas costas delas, do tipo "Eu sou uma das Maravilhas da Mealhada" ou "Levo-te às profundezas como no Underground Museum", ou simplesmente "Vem cá ao Velódromo e faz-te à pista".

Enfim, nunca podemos agradar a todos. Se uns há que querem esconder o problema, outros parece que querem vê-lo de forma fluorescente. A mim só me preocupa se um dia destes estiver descansadinho a mudar um pneu do carro, de coletezinho como manda a lei, e for abordado para vender sexo.

sexta-feira, 28 de maio de 2010

Atenção não atropele quem trabalha

A cidade de Treviso, no norte da Itália, deixou o país de boca aberta ao decidir reforçar a segurança das trabalhadoras do sexo, como se pode ver na placa. Literalmente, as estradas da região têm várias placas avisando a presença de prostitutas.

No seio dos motoristas daquela zona reina a confusão, já que uns percebem que o sinal é de alerta para o perigo e outros entendem-no como uma placa de informação, assim do tipo "Restaurante a 100 metros".

Perante a sinalização "suis generis" o certo é que o trânsito está mais lento, uns para não atropelar, de facto, as ninfas do sexo pago e outros para aproveitar e apreciar as vistas.

Sabe-se, no entanto, que a ideia dos italianos parece recolher muitos adeptos pela Europa. E na Bairrada já se fala nesta solução ou em outras para avisar a existência de focos de prazer (relativo) junto às estradas. O Bairradices tentou falar com responsáveis das Câmaras de Águeda, Anadia e Mealhada - onde parece haver pretexto para a colocação de placas - mas não conseguiu qualquer confirmação.

Pessoalmente, eu acho que não deviam optar por uma acção tão radical. É que depois, se a coisa avança, já não posso parodiar mais com os sinais "Caça Grossa" e "Lomba ou Valeta", para além de se perder todo o factor surpresa para quem circula na região.

terça-feira, 16 de junho de 2009

Mealhada ponto negro da prostituição nacional?

A notícia é do Correio da Manhã de 14 de Junho, num artigo que diz que a "crise atira portuguesas para a estrada" e aponta a Estrada Nacional na Mealhada como um dos três pontos de excelência para a prática da profissão mais velha do Mundo, colocando esta zona bairradina ao lado das rectas de Coina e Pegões.

A Sónia Trigueirão (que assina o tal artigo) que me desculpe mas também passo pela Mealhada de vez em quando e o que vejo é que afinal as portuguesas que a crise atirou para a estrada não estão na Mealhada, podem estar em outro local qualquer, mas aquilo que está aos olhos de todos na Nacional 1 são jovens muito pouco portuguesas, parece-me.

Isto não quer dizer que a prostuição não existe na Mealhada. Existe sim, mas a proliferação de prostitutas do leste europeu e do Brasil vai acontecendo por todo o lado e lembro a senhora jornalista que podia dar um pulito ao Luso e pelo caminho entre a Mealhada e aquela vila termal aí sim veria a prostituição tipica e tradicionalmente portuguesa, indissociável da paisagem, quase uma referência local, digna de merecer um rótulo parecido com as 4 Maravilhas da Mealhada. Não era mau de todo, pois naquele concelho tudo o que é bom aparece à beira da estrada...

Se bem que esta "5ª maravilha" pouco deve dignificar o concelho, o certo é que tem avançado a olhos vistos, contrariamente ao que se passa com algumas das 4 Maravilhas da Mesa da Mealhada, que entraram há muito em colapso, como é o caso da Adega Cooperativa local, que quase levou os seus associados a terem que se prostituir para pagar os buracos financeiros que ficaram nas suas contas.

De tudo isto ocorre-me uma sugestão: Ponham a adega à beira da estrada e aproveitem aquelas "embaixadoras" romenas, ucranianas e afins para promover o néctar bairradino.
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