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segunda-feira, 17 de janeiro de 2011

Quem arrombou a casa ao Manel?

A casa de Manuel Alegre em Águeda foi assaltada, vejam aqui. O mistério em período eleitoral agudiza-se mas o Bairradices tem pistas importantes sobre o caso. A nossa principal suspeita recai sobre funcionários das Finanças, que tentaram entrar pela calada na residência do Manel para procurar a famosa declaração de IRS de que é acusado nunca ter entregue…

Por outro lado, a ser assalto puro e duro, não é de estranhar que isso aconteça porque há por aí bons chefes de família que são capazes de tudo para conseguir ultrapassar os obstáculos da crise financeira familiar por terem no agregado titulares com pensões de menos de 800 euros mensais.

Não sei se há mais suspeitos mas as eleições estão aí. Estamos quase a decidir o futuro de um dos concorrentes. A próxima gala é já no próximo domingo. Será que alguém vai abandonar a casa? Para já vamos reflectir sobre os muitos espíritos contraditórios em véspera de nomeações, a começar pelos concorrentes. Nobre com espírito de missão, Cavaco com espírito de redenção, Alegre de revolução, Francisco Lopes com espírito de Baleizão, Defensor Moura com espírito de Monção e José Coelho de alucinação… e o povo se pudesse punha-os a todos num avião, com bilhete só de de ida para o Cazaquistão.

domingo, 9 de maio de 2010

"O poeta que podia ter sido marinheiro"

"Socialista, Alegre é um benfiquista convicto e um amante da caça e do mar.

Em 1936, nascia em Águeda, sob o signo da ditadura, um futuro candidato-poeta. Se Portugal fosse nesses tempos um "País de normalidade", o poeta seria hoje... "marinheiro, ou outra coisa qualquer". Manuel Alegre é um amante da caça, da poesia e do futebol, mas nas suas veias corre um sangue misturado de aristocracia monárquica e republicanismo da Carbonária que faz da política uma paixão sem limites".



Socialista? Benfiquista? Aguedense?
Não há por aí virtudes também? :)


O facto de querer ser marinheiro não é estranho porque Alegre, desde tenra idade, sempre que vinha à varanda, em casa, na "Rua de Baixo" via um mar de água das famosas cheias aguedenses. Se fosse um país de normalidade era ver o poeta na proa de uma bateira ou de "Um Barco para Ítaca" na qualidade de Capitão de Mar e Guerra ou de "Príncipe do Rio" na incansável missão de (evitar) meter água na embarcação, mesmo "Contra a Corrente"e contra "A Senhora das Tempestades", ansioso para "Chegar Aqui", no "Atlântico" com "Alma" para assumir "A Terceira Rosa" ou, melhor dito, assumir a terceira via do partido da dita, na sua "Arte de Marear" e armado em "Cão Como Nós".

Na falta de melhor, Alegre será sempre "O Míudo que Pregava Pregos numa Tàbua" ou, quem sabe, "Um Rouxinol do Mundo" ou mesmo "O Homem do País Azul" correndo o risco de não passar de "Um Velho em Arzila"... mas cuidado porque, como diz o próprio, "A mim ninguém me cala".

quinta-feira, 8 de abril de 2010

"O Miúdo que Pregava Pregos numa Tábua"

Foi necessário esperar todos estes anos para conhecer, afinal, a verdadeira vocação profissional de Manuel Alegre. É o próprio que confessa no seu último livro, intitulado "O Miúdo que Pregava Pregos numa Tábua", e que narra as suas vivências infanto-juvenis em Águeda e, mais tarde, no Ultramar.

Como nos sugere, e bem, este título, o Manuel Duarte podia ter sido um grande cangalheiro, bastando seguir os passos de Pedro Homem de Mello, outra figura com fortes ligações a Águeda, responsável pelo famigerado poema "Povo Que lavas no Rio... Que talhas com o teu machado as tábuas do teu caixão". É aqui que devia entrar o Manel, acabando o serviço com os pregos na tábua, num teamwork perfeito... venha o defunto.

O engraçado deste novo livro de Alegre é que o autor recusa chamar-lhe autobiografia mas sim um livro que parte de vivências e de experiências. E que sorte teve Alegre de não acabar numa das muitas unidades industriais de Águeda a fazer cozinhas por medida ou a construir "palettes" para os tijolos nas cerâmicas das Aguadas.

O certo é que Manuel Alegre mudou cedo de martelo e foi aprimorando os pregos, subsistindo a tábua (o PS) onde não se cansa de martelar numa luta desigual contra a turquez do partido.

Prego aqui prego ali, o puto que os pregava numa tábua para os lados de Águeda está agora na corrida a Belém nas Presidenciais de 2011. Uma coisa é certa: Se ele ganhar, o país ganha também um exímio carpinteiro, que facilmente pode remodelar o sítio depois dos estragos que Soares, Sampaio e Cavaco, entre outros, deixaram no palácio.

Mas Belém também me sugere outra coisa: Ele prega nas tábuas, ele tem barbas, Gosta de Belém... pena não ser José. Lá fica estragado o presépio.

Mas vamos à parte séria da história, só para dizer que este ilustre aguedense, actualmente mais próximo da sua cidade natal (e vice-versa), acaba de lançar mais uma obra, exactamente com aquele título onde explica "como é que uma pessoa se torna naquilo que é, como é que um miúdo (que pregava pregos numa tábua) vai crescendo, vai-se tornando ele próprio e nos outros que estão dentro de si".

Boa Manel, temos livro.

quarta-feira, 25 de novembro de 2009

E agora, o que vai fazer o Manel?

O poeta e político aguedense Manuel Alegre, depois do exílio na Argélia durante o período Estado Novo e das funções de membro destacado do Partido Socialista português, partido do qual foi fundador e vice-presidente, perdeu as eleições internas, em 2004, para José Sócrates.

Este ilustre aguedense - que pouco conhece Águeda dos tempos actuais, excepto uma biblioteca recentemente inaugurada, da qual é patrono, também não tem conseguindo grangear muitas simpatias por aquelas paragens - recebeu numerosos prémios literários. Na política, em Setembro de 2005, anunciou a sua candidatura às eleições para a Presidência da República e superou o histórico do partido Mário Soares.

De olhos postos nos deslizes de Cavaco Silva (claro, se outros mais acontecerem) Manuel Alegre poderá ser bem o candidato apoiado pelo PS (desta vez de forma legal e oficial) e pela esquerda às próximas presidenciais (antecipadas ou não).

Até lá não sabemos por onde andará o Manel de Águeda, mas há vozes, de boca cheia, que dizem que está a preparar-se para fazer mudanças no movimento cívico, denominado Movimento para Intervenção e Cidadania (MIC). As mudanças - diz-se - passarão pelo alargamento do movimento ao proletariado, visto que Águeda (e não só) ainda atrai muito investimento e trabalhadores. Assim, Alegre expande a actuação do seu MIC a Todos os Operários Resignados com Insignificantes Ordenados, passando a sigla a ser um óbvio MIC TÓRIO.
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