terça-feira, 13 de novembro de 2012

Serranos não... ferroviários!

A Pampilhosa, freguesia do concelho da Mealhada, tem mostrado o seu potencial futebolístico além fronteiras e tem feito história por onde tem passado, apesar das insistentes gafes jornalísticas que teimam chamar Pampilhosa da Serra àquela que na verdade é Pampilhosa do Botão.

A coisa já é antiga e sempre que acontece alguma coisa por aquelas paragens lá vem um iluminado pivot de informação ou um jornalista desportivo a dar um ar de graça e quando vê algo escrito apenas com o nome de "Pampilhosa" sente-se logo no direito de enriquecer a informação juntando-lhe o "Da Serra".

Ao longo dos anos a insistência das gafes é proporcional à vontade do povo daquela freguesia bairradina de alinhar a sua terra no mapa, dando orientações geográficas aos desnorteados jornalistas.

Bem, mas isto tudo vem a propósito do jogo da próxima sexta-feira, que vai colocar o Pampilhosa em jogo com o Braga para a Taça de Portugal, coisa que logo a seguir ao sorteio fez subir à tona da imprensa nacional que o Braga ia jogar a Pampilhosa da Serra... pois claro.

Para evitar confusões, o Braga afinal não joga em Pampilhosa da Serra nem em Pampilhosa do Botão. Vai jogar na Mealhada e ponto final e acabaram-se as confusões.

A propósito destas trocas de serranos por ferroviários, as gentes de Pampilhosa, também num jogo para a Taça de Portugal, frente ao Sporting, deram uma lição de geografia à imprensa nacional, mas pelos vistos não valeu de nada... continua tudo desnorteado.

Recordemos aqui, graças às fotos do grupo de amigos da Pampilhosa no Facebook, o momento do jogo frente ao Sporting com o Pampilhosa em alta por exibir no início uma tarja que dizia nunca ter perdido frente ao Sporting (cá para nós, se fosse hoje... não sei não, a tarja podia voltar a Alvalade). O Braga também nunca perdeu na Mealhada e o Pampilhosa também nunca perdeu com o Braga na Mealhada. Vamos ver o que dá o jogo na sexta-feira e esperar que os jornalistas nacionais apareçam pela Mealhada e não lá para os lados de Pampilhosa da Serra, senão arriscam-se a acompanhar um treino do grupo desportivo pampilhosense ao invés de assistirem à vitória do Futebol Clube da Pampilhosa frente ao Braga.     
     

quinta-feira, 8 de novembro de 2012

Vinho Bairrada com toque de pornografia

O conhecido produtor bairradino Luís Pato e a Quinta do Pôpa associaram-se para criar uma raridade vinícola com os dois sugestivos nomes de "TREPA" e "PAPO", colheita de 2008.
 
Na génese dos nomes está, per si, um bacanal vinícola, uma vez que este néctar resulta da combinação de duas castas autóctones da região do Douro e da Bairrada, respectivamente: Tinta Roriz e Baga, proveniente da vinha Pan.

Um vinho que começou por se chamar ‘TRePA’, nome que existe actualmente para comercialização no mercado internacional, e passou a chamar-se ‘PaPo’ em Portugal. Ou seja lá para fora trepa e aqui papo.
 
Sem querer fazer mais ligações entre vinho e outras coisas (o Baco é que sabia da coisa) parece que o Pato queria o Papo e vai daí Trepa virado a Tabuaço e consegue o casamento com o Pôpa e para os especialistas o resultado não foi nada mau.
 
Já imaginaram este vinho servir de rampa de lançamento para situações mais ousadas, do tipo vai uma TREPA ou ficamos pelo PAPO. E porque não juntar ambos... fica a sugestão.  
Agora mais a sério, a história deste vinho começou em 2007 quando o enólogo Luís Pato aceitou o convite para integrar a equipa da Quinta do Pôpa. Como sonhava em desenhar um vinho que juntasse o melhor do Douro com o melhor da Bairrada, Pato desafiou a Quinta do Pôpa a fazer um vinho único. O resultado está aí.
 
Para aqueles que podem TREPAr sem ter alguém que lhes aperte o PAPO, este vinho encontra-se à venda pelo preço de 22 euros e encontra-se disponivel em garrafeiras, lojas seleccionadas e na restauração.

terça-feira, 6 de novembro de 2012

Empreendedorismo bairradino

Esta foto, captada numa freguesia de um concelho bairradino, precisamente em Mamarrosa (Oliveira do Bairro), mostra a abertura dos bairradinos às novas formas de comunicação empresarial.

De uma forma simples, concreta, concisa, ilustrada, explicativa e eficaz o produtor promove o seu néctar à porta de casa, fazendo lembrar uma frase célebre de Mark Twain: «Muitas coisas pequenas foram transformadas em grandes pelo tipo certo de publicidade».

quarta-feira, 24 de outubro de 2012

Assaltos em tempo de crise

Um ladrão solitário, um cliente solitário e um funcionário do banco solitário. Estes foram os ingredientes de mais um assalto a uma entidade bancária na região, no passado dia 19, em Pampilhosa (Mealhada).
 
O crime aconteceu no balcão do Crédito Agrícola e revela as dificuldades que o país atravessa a vários níveis, ou seja, os ladrões são solitários e já não há quadrilhas, os clientes são poucos e já não fazem fila nas caixas e os funcionários são cada vez menos... e pior ainda é que se o meliante solitário fosse à hora do almoço corria o risco de não levar a cabo o assalto, já que há balcões que fecham para almoço. É verdade (!!!) há bancos que fecham para almoço.

Enfim, coisas da crise, em modo transversal... afecta todos.

segunda-feira, 15 de outubro de 2012

Vinho Bairrada fez estragos no sábado


Vieira e Moniz na Bairrada
Foto- Paulo Novais/Lusa
Ainda não está confirmado mas, ao que tudo indica, um vinho bairradino (Baga 2007) terá feito estragos na noite do passado sábado, em Anadia, ao ponto de levar Luís Filipe Vieira a anunciar a recandidatura à presidência do Benfica. Mas o néctar bairradino acabou por fazer mais baixas, entre elas José Eduardo Moniz, que anunciou a sua intenção de ser o homem forte, o braço direito, o vice-presidente do Benfica, disponibilizando, igualmente, os préstimos da esposa para liderar a claque feminina do clube da Luz.

Entretanto o Bairradices soube que estes ilustres benfiquistas terão sido avisados por um não menos ilutrse benfiquista bairradino habituado a estas lides (o anadiense Tony) que terá transmitido a estas vítimas do efeito etílico que a baga, consumida em estado líquido e sem moderação, faz estragos, rezando a história que só um bairradino consegue domar esta casta, o não menos benfiquista (a julgar pelo bigode farfalhudo) Luís Pato, que para o mundo vinícola é considerado o domador daquela arisca e atrevida casta.
 
Filipe Vieira veio à Bairrada e anunciou a boa nova (?) e Moniz parece que vai ter um futuro enorme na gestão do clube, pois começou por onde muitos acabam: Falar mal da arbitragem.

quarta-feira, 10 de outubro de 2012

Saúde ainda não está embriagada na Bairrada

Não seria de estranhar ver um cartaz deste tipo numa unidade de saúde de uma região vínicola como a nossa. A foto é engraçada e acho que não foi captada na Bairrada mas mostra o estado de embriaguez para onde caminha o Serviço Nacional de Saúde, ou melhor se fosse um dos efeitos da bebedeira não ficaríamos nada mal, aquele em que se vê a dobrar, quando o que temos visto é cortar.
 
O melhor é mesmo juntar médicos, enfermeiros, pacientes e doentes na adega e beber, beber, beber na esperança de encontrar assim alguma cura milagrosa, quer para a doença quer para o Estado. 
 
Não é à toa que se diz que um copo de vinho faz bem à saúde. Com os problemas nas farmácias e com medicamentos em falta, eis aqui uma solução, abrindo aos pacientes as adegas dos hospitais. 

quinta-feira, 4 de outubro de 2012

Santos e Santas em vias de extinção

A Bairrada é rica em festividades religiosas, teimando manter a tradição a este nível, mesmo quando o Santo ou a Santa em causa parecem mais ficção que outra coisa, nos tempos que correm, pois alguém lembrar-se de manter uma homenagem a uma Nossa Senhora das Virtudes quando tal desiderato é "espécie" em extinção, é mesmo teimosia.
 
Quando valores, virtudes e qualidades do ser humano e da sociedade são, cada vez mais, coisas do passado, será que vale a pena manter uma Santa para homenagear algo raro? Só se for para fazer a malta pensar no assunto e inverter hábitos e condutas. Aí sim.
 
Esta festa da Malhada (Mamarrosa - Oliveira do Bairro) saiu à rua mais um ano para cumprir a tradição. E por falar em tradição, a festa em causa homenageou a Arepa e a Empanada (muito tradicionais, tipo como comer um prato de rojões no cume do Kilimanjaro).
 
E vivam as festas, com ou sem santo, com ou sem fajitas... haja foguetes e música erudita de k7 de feira.     
Related Posts Plugin for WordPress, Blogger...