quinta-feira, 20 de outubro de 2011

Será excesso de consumo de Licor de Merda???

É médico, vive em Aveiro e dá consultas em Cantanhede, diz o Correio da Manhã, que conta que este clínico, de 57 anos, agrediu violentamente a mulher, de 36 anos, com uma cadeira, deu-lhe diversas bofetadas e ameaçou-a de morte. E diz mais: O médico não parou de espancar a vítima, mesmo quando a PSP entrou anteontem na sua casa, em Esgueira, Aveiro.

A história é contada aqui e fala da violenta agressão deste médico - que já fez quatro tratamentos de desintoxicação de álcool mas sem sucesso - que depois de discutir violentamente com a mulher começou a agredi-la. O agressor deu várias bofetadas à vítima, arrastou-a pelos cabelos por toda a casa e desferiu-lhe muitos pontapés em diversas partes do corpo... A PSP chegou e ele não parou.

Pouco humor tem este episódio, naturalmente, mas o Bairradices anda preocupado com alguns acontecimentos mediáticos a raiar o crime, nos últimos tempos, que estão a envolver o nome de Cantanhede. Será excesso de Licor de Merda? Por tudo o que falamos hoje parece ser o caso... Porque o médico em causa não se ficou pelo licor e desatou logo a fazer m... da grossa.

Nota: Que fique bem claro que o licor não tem culpa, até porque é bom, é bairradino e recomenda-se, com moderação.

quarta-feira, 19 de outubro de 2011

Ginecologista transforma leitão assado em "pururuca"

Continuando na incursão pelo globo a acompanhar os símbolos da nossa região, depois da Baviera o Bairradices espreitou o Brasil e descobriu que há um ginecologista aventureiro que tratou de adulterar a receita tradicional do leitão assado.

Diz-se que aquele especialista em assuntos do foro íntimo feminino adaptou a receita portuguesa à cozinha mineira (Minas Gerais, não confundir com outras minas nem fazer alegorias parvas à profissão dele) que aprendeu com o avô, para fazer o leitão a "pururuca".

A iguaria pôde ser apreciada no Festival Internacional de Cultura e Gastronomia de Tiradentes (nome engraçado para o local de um congresso de dentistas, mas vamos continuar a falar do ginecologista). O almoço foi o famoso “Leitão do Luiz – Pururuca de Tiradentes”. O chef, empresário e médico ginecologista, Luiz Ney, reuniu na sua pousada cerca de 200 pessoas que puderam assistir ao vivo a todos os passos da preparação do bicho.

De acordo com o especialista Luiz, o prato leva uma semana para ficar pronto, “são sete dias no tempero e sete horas para assar". Se formos a ver é exactamente o tempo médio para debelar uma Candidíase Vaginal. Aqui fica bem patente a interdisciplinaridade do especialista que aproveitou o saber da medicina para o adaptar à ciência da gastronomia... Até porque para fazer a Pururuca este chef vanguardista criou um próprio "pururucador" para conceber o petisco. Não vi o apetrecho mas deve assemelhar-se a um bico de pato gigante, que deverá servir igualmente para verificar o bom estado sanitário do leitão antes de cozinhar, realizando um simples exame de Papanicolau.

Definição de Pururuca aqui

Nota: A foto não tem rigorosamente nada a ver com o texto, mas para não ferir susceptibilidades optei por este quadro cómico, também com o leitão em pano de fundo, a ser servido por malta que parece trabalhar para a SUMA, na recolha de lixo.

quinta-feira, 13 de outubro de 2011

O Leitão da Baviera

O Leitão, que pensamos ter todo o esplendor e sabor no nosso território vinhateiro, vai fazendo as delícias um pouco por todo o planeta, conseguindo surpreender-nos... E de que maneira. Até mesmo mais que aquele de Negrais.

Nos pedacinhos mais recônditos deste Mundo há sempre um português. Mesmo em locais onde não se pensaria sequer, que existisse vida lá aparece um português - com bigode farfalhudo e de axilas peludas que a manga cava deixa destacar, a "fazer pendant" com o palito na boca e com a unhaca gigante no mindinho - a regozijar-se perante os amigos pelos seus feitos culinários "exportados" de Portugal: Churrascos "au carbon".

É nesses mediáticos encontros de lusos barriganas além fronteiras que lá vão saindo umas ideias fantásticas, orientadas, naturalmente, para satisfazer o estômago, ou melhor, o apetite mais voraz. Na minha ronda pela Internet à procura de algo para escrever (já que a Bairrada ficou sem grandes assuntos depois da visita de Cavaco Silva, na semana passada a Oliveira do Bairro), encontrei vestígios de um desses encontros: Uma imponente caneca alusiva à Confraria do Leitão da Baviera.

Confraria do Leitão da Baviera... Soa bem, sim senhor. Soa tão bem quanto a Confraria do Strudel de Maçãs de Aguada de Cima (Águeda), ou a Liga dos apreciadores e amigos do Kasseler à Moda de Portunhos (Cantanhede)... Ou quem sabe mesmo a Confraria da Vichyssoise da Mealhada, até porque, neste caso, há geminações locais com gentes de França.

quinta-feira, 6 de outubro de 2011

Inaugurar a dobrar porque a crise assim o exige

Depois do Centro Escolar de Oliveira do Bairro, que teve direito a duas inaugurações, como podemos recordar aqui, a Câmara local apronta-se para inaugurar (outra vez) o mega-edifício onde está instalada a Junta de Freguesia de Oiã, o segundo auditório da freguesia e um pólo de leitura... Coisa pouca para uma altura em que muitos "visionários" perspectivam de período de contenção.

Mas obras à parte, o engraçado da questão é que para além de ter sido inaugurado o equipamento em Julho, a fazer fé pelo que li aqui, o senhor Presidente da República junta-se agora à festa, dois dias depois do "preocupante" discurso que fez nas comemorações do 5 de Outubro.

Mais engraçado ainda é o facto do senhor Presidente da República ter imprimido a tónica do "sem cartazes" na sua campanha eleitoral, que o levou à reeleição, tendo sido desrespeitado agora pelo líderes locais do seu partido, que resolveram fazer outdoors, com letras gordas em altura de vacas magras, a anunciar a vinda de sua excelência para uma inauguração em segunda mão.

Mas essa coisa de outdoors e placas é coisa que já não surpreende oliveirenses nem bairradinos, valendo já a Oliveira do Bairro o rótulo de concelho das placas, pois vejam aqui ou então aqui e digam que não tenho razão...

E quanto ao ser tudo a dobrar por aquelas paragens - pois até na volta a Portugal em Bicicleta os ciclistas passam duas vezes pela meta naquele município - só podemos depreender que os néctares de uva daquelas paragens são bons, aconselham-se mas com moderação, sob pena de continuar a provocar aquele efeito.

sábado, 1 de outubro de 2011

Miúdo mais corajoso do momento é de Anadia e faz furor por todo o país

Alertado pelo vizinho Anadia Sem Gente o Bairradices viu que o miúdo (in)conveniente de Anadia - que na inauguração do Centro Escolar de Arcos disse preferir ver Sócrates e não Nuno Crato - está a fazer furor, terá sido subornado pelo ex-Primeiro-Ministro e sabe muito mais... de muitas mais coisas. Até já há quem diga que a criança está proibida de viajar para a Madeira. Ouçam:

Café da Manhã // RFM - A criança mais inconveniente do momento by Café da Manhã

sexta-feira, 30 de setembro de 2011

Se tivesse riscas parecia o Farol da Barra

Já fica assim um pouco para fora do nosso território vinhateiro, mas não podia deixar de prestar homenagem à ousadia da amiga Umbelina Barros que espetou com uma piroca gigante no Mercado do Peixe de Aveiro, como forma de promover a Bienal de Cerâmica da capital dos ovos-moles.

A razão é, ainda, desconhecida, mas o certo é que o carapau esgotou neste primeiro dia, com os clientes a exclamarem, atónitos, virados para o falo(zão): É carapauuuuuu!!! E a resposta pronta surgia: Quantos quilinhos freguesa?

Pois, brincadeiras à parte, as vendedoras do Mercado do Peixe de Aveiro é que não gostaram nada de partilhar o espaço com aquela réplica de um órgão sexual masculino de grandes dimensões, a fazer lembrar, se tivesse aquelas riscas vermelhas e brancas o vizinho Farol da Barra.

Umbelina Barros exagerou e a Câmara de Aveiro já prometeu que a enorme “coisa” vai ser mudada para outro local na próxima segunda-feira, levantando a questão sobre quem será que vai levar com a escultura depois do fim-de-semana.

quarta-feira, 28 de setembro de 2011

Tratamento de beleza com inspiração anadiense

Anadia dá nome a uma linha completa de cosméticos e afins, desenvolvida por "nuestros hermanos", que - sabe-se lá - de passagem pelo nosso território inspiraram-se na cabidela de leitão regada com espumante para impulsionar aqueles produtos com agentes retardatários do envelhecimento.

Roubando-nos o segredo da longevidade (leitão e vinho) os espanhóis homenageram, pelo menos, a cidade de Anadia, ao rotular a linha de produtos com este mediático nome do panorama vinícola e aleitãozado do país. Mas reparando mais ao pormenor naquela linha de cosméticos - aqui, por exemplo - vemos que não se inspiraram apenas na gastronomia para desenvolver aqueles produtos, deixando-nos a pensar que conhecem alguns políticos locais, homenageando-os com alguns dos produtos da linha.

Vejamos: Litério Marques, por exemplo, podia ter inspirado os espanhóis para a criação do "Anadia Eternia", um creme com poderes anti-envelhecimento, regenerador, um verdadeiro elixir da juventude. Depois temos, seguindo a linha de cosméticos, o "Anadia Baba de Caracol", mais inspirado no líder do PS local, de seu nome Pintado (quase sinónimo de babado) e com uma velocidade política lenta que pouco incomoda o poder social-democrata local. A linha prossegue com o "Anadia Snake Venon", que revela o quanto foram mauzinhos os espanhóis (penso eu) ao associarem este produto a um líder de uma concelhia local que almeja ser sucessor de um presidente do seu mesmo partido. Este produto, como explicam os criadores, é um tripétido sintético que imita a acção do veneno da víbora (credo).

Para fechar a gama de cosméticos, aparece-nos o "Anadia Cerejoterapia", quicá uma homenagem a Maria do Céu Castelo Branco, que depois das batalhas titânicas das autárquicas e legislativas nada conseguiu fazer pelo CDS-PP local, mas agora alcançou a dita cereja no topo do bolo, ao ser nomeada como directora regional adjunta da DREC (Direcção Regional de Educação do Centro).

Os espanhóis é que sabem disto e até chamam Anadia às substâncias pastosas, gordurosas (mas com efeitos benéficos para a beleza) que a malta põe nas fuças. É assim e depois ainda dizem que do lado de lá nem bom vento nem bom casamento, mas deste lado é cada arranjinho.
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