sexta-feira, 15 de abril de 2011

Tás porreiro ou vais pró Barreiro?

Terminamos hoje uma semana bastante rica em termos de "exodus ruralis municipalis" (não sei o que quer dizer, mas foi o que achei de mais pomposo), ou seja, registámos com agrado as movimentações e intercâmbios de elementos das autarquias da nossa Bairrada com outras do país, numa sempre interessante troca de experiências.

Começamos por Águeda, onde esteve uma delegação da Câmara de Armamar para tomar conhecimento dos avanços da autarquia aguedense na modernização dos seus serviços. E foi ver o contentamento dos responsáveis da equipa da casa a Arma(ma)r a tenda para mostrar aos visitantes (presidente da Câmara, 2 técnicos de informática e o técnico responsável pelas obras municipais) aquilo que de bom se faz pela Bairrada.

Com esta, já lá vão inúmeras visitas de outros municípios à Câmara de Águeda, para este verdadeiro espaço museológico de boas práticas administrativas onde muitos técnicos autárquicos do país vão "beber" saber. Será que tal entusiasmo manifestado para ver os avanços aguedenses terá a ver com aquela proveitosa sucessão de erros administrativos que deu dinheiro a mais aos funcionários da Câmara desde o final de 2009, mas que infelizmente - para os mesmos - levou a autarquia a pedir-lhes que devolvessem os excessos? Vejam aqui.

Pela Mealhada, o êxodo foi do vereador José Calhoa Morais, que de malas aviadas foi ao Barreiro para saber como se ganham prémios quando a regeneração urbana das cidades está em causa. Bom presságio para a Mealhada que pode desenvolver uma base de regeneração urbanística sólida como está a fazer aquela cidade do Sul, que por exemplo pegou na Ribeira da Alburrica e já marcou metas com a previsão de avançar com um novo cluster económico assente no desenvolvimento de energias renováveis e na produção de bivalves. Ora aí está uma boa ideia para as valas que atravessam a cidade da Mealhada, não para criar marisco (era pedir de mais), mas sim para acabar com alguns "bivalves" de forma esquisita e de tonalidade castanha.

Com as autárquicas no horizonte, o Bairradices deixa já um slogan para a próxima campanha do PS na Mealhada. "Regeneração urbana como a do Barreiro cá... porreiro pá!!!".

Foto: Jornal do Barreiro

quarta-feira, 13 de abril de 2011

Prisioneiro evadido apanhado a furtar pastéis de Águeda

Um inteligente (?) criminoso de Águeda, que o estabelecimento prisional de Santa Cruz do Bispo (Matosinhos) deixou vir a casa passar o último Natal, esqueceu-se de voltar ao presídio e na madrugada do passado sábado deixou-se apanhar quando se preparava para gamar umas dúzias de bolos numa pastelaria da cidade, até porque a tentativa de assalto aconteceu por volta das 6h30 da madrugada, levando-nos a concluir que o meliante gosta de pastelaria fresca, acabada de fazer.

Sem conseguir pôr os maxilares nos pastéis de Águeda e afins, o noctívago amante do alheio, de 29 anos de idade e com última residência em Águeda, foi levado para a esquadra da GNR onde se concluiu que estava mesmo evadido do estabelecimento prisional de Santa Cruz do Bispo, onde cumpria pena de dois anos e dois meses por assaltos, tendo saído numa precária a 24 de Dezembro passado, sem que voltasse mais, andando a monte todo este tempo ou, quem sabe, à procura nas pastelarias de uma boa sobremesa para a consoada, sem que desse conta que já passaram quase quatro meses.

Agora ainda faltam 20 meses de pena para cumprir pelo meliante, que foi recapturado na madrugada de sábado, depois da denúncia de um anónimo que achou esquisito alguém trabalhar às 6h30 naquela pastelaria, facto pelo qual lançou o alerta. Nos antecedentes deste criminoso, para além de vários furtos qualificados (de éclairs de chocolate, guardanapos, russos e bolas de Berlim) fica também esta defraudada tentativa de subtrair uns pastéis de Águeda... como eu o percebo, são tão bons!!!

segunda-feira, 11 de abril de 2011

Portugal está agora sem talentos... da Bairrada

Depois admirem-se que Portugal afinal não tem talento. A culpa é do júri que perante duas embaixadas bairradinas de luxo naquele programa de caça talentos da SIC, acabou por preteri-las, reconhecendo mais talento em outras candidaturas.

Depois do Sócrates Borras (o Kenny G do Troviscal) que - dizem as más línguas - acabou por ser prejudicado pelo nome, agora foi a vez dos Crassh, que apesar de transformarem lixo em música estiveram por pouco mas foram recambiados para a Bairrada (lixo incluído) quando tudo fazia prever que a lixeirada que fizeram no passado domingo podia valer um acesso à final.

O júri assim não o ditou, mas para o historial da música oliveirense, em geral, e troviscalense, em particular, ficam estes dois bons exemplos que honram o passado local em termos musicais.

Moral das histórias: “Afinal Sócrates é mesmo músico… e dos bons” e “Afinal é tão possível fazer música a partir de lixo como fazer lixo a partir de música”.

De positivo fica também a ideia que os Crassh, com os seus inovadores instrumentos musicais serão os grandes culpados dos números positivos que a Câmara de Oliveira do Bairro apresentou em Março em termos de ambiente, dando conta que a recolha de resíduos urbanos aumentou 13,10 por cento. Este valor representa um acréscimo de 93 toneladas ao total recolhido em 2009. De acordo com os dados referentes ao ano passado, foram recolhidas 805,42 toneladas de resíduos, através de recolha selectiva, em todo o concelho.

sexta-feira, 8 de abril de 2011

Há uma linha que separa a visão da alucinação

Há uma linha que separa o que ontem deu jeito e que hoje não serve nada nem ninguém, o que era útil e o que não vale nada, o que podia desenvolver a região e o que pode levar ao marasmo.

Há uma linha que separa agora a Mealhada, Cantanhede e Montemor da cidade da Figueira da Foz. Uma linha que separa a visão de três presidentes de Câmara e a alucinação de um outro.

Ramal da Figueira da Foz não é ficção. É algo sem solução.

quarta-feira, 6 de abril de 2011

Placas, plaquinhas e... sinais de trânsito em Oliveira do Bairro

O gostinho pelo exagero em termos de placas de sinalização parece prevalecer lá para os lados de Oliveira do Bairro, um concelho que o Bairradices já apelidou de imp(placa)vel, depois de ter visto a enfeitada entrada no mesmo pelo lado da Freguesia de Mamarrosa. Recordem aqui aquele imenso jardim de placas.

Agora, numa outra entrada do concelho, exactamente na Estrada 235, logo a seguir a Sangalhos as dúvidas desfazem-se e toda a gente - mesmo os mais distraídos - fica a saber que acabou de entrar no concelho de Oliveira do Bairro (duas vezes), na freguesia de Oliveira do Bairro, há um clube rotário organizado, há bifanas a bom preço, a missa dominical é às 11h00 e as obras já duram há meses. Já agora podiam deixar uma plaquinha com os números dos jogos de azar da semana e com o telefone directo do vereador ou vereadores ou outros responsáveis pelo "acumulado" ou "jackpot" de sinalização vertical, para a malta, cada vez que ali passa, mandar sms ou mms a chatear quem ali manda.

Fico aqui a pensar que para aqueles que andam por aí à noite munidos de espingarda, com o péssimo e estranho hábito de dar tiros nas placas, as entradas de Oliveira do bairro apresentam-se como autênticas carreiras de tiro sem que seja preciso fazer grande pontaria para acertar numa. Já agora, uma sugestãozita: Porque raio não pegam naqueles painéis electrónicos colocados na cidade que apenas servem para fazer passar publicidade e não os colocam com todas as informações à entrada do concelho? Mas não abusem, não ponham mais que um... senão corremos o risco de ter uma "Las Vegas" à escala regional.

segunda-feira, 4 de abril de 2011

Abriu o Museu da Ciência e da Técnica da Mealhada?

A arrecadação, lixo, arquivo ou aquilo que quiserem chamar da extensão do Museu Nacional da Ciência e da Técnica, na entrada Sul da Mealhada, parece estar, finalmente, de portas abertas ao público.

Recentemente, de passagem pela antiga Malaposta do Carqueijo (penso que é assim que se chama), foi possível ver que aquela abandonada unidade museológica ou armazém de espólio sobrante do importante museu de Coimbra, tinha uma dedicada "porteira" com condições de trabalho de fazer inveja às "colegas" de profissão (veja-se a bela da cadeira).

Por entre o silvado que reveste o edifício e com as letras douradas a anunciar que ali está o importante museu, lá estava também a funcionária cheia de (pa)ciência e de técnica para subtarir uns euritos aos mais entusiastas deste património de beira de estrada.

sábado, 2 de abril de 2011

Ressaca de um dia bairradino em grande

Por um dia tive a noção que os agentes políticos (e não só) dos concelhos da Bairrada tinham chegado a acordo quanto à paternidade do Leitão.

Por um único dia percebi que nada assombrava, na Mealhada, a organização do Carnaval mais brasileiro de Portugal e que até já estava em preparação a próxima edição, que o raio do rei deixava de ser brasileiro e que o presidente conseguia, fluentemente, explicar as coisas do entrudo.

Em 24 horas acreditei que a malta estava conformada com o deslize do Renato, em Cantanhede, acabando com os jogos de basquetebol e torneios da malha para angariar fundos não sei bem para quê.

Por um dia acreditei mesmo que em Anadia o Lino Pintado tinha deixado a política para os políticos, como disse o vizinho Anadia Sem Gente.

Por um único dia cheguei a ver que a construção da Alameda da Cidade de Oliveira do Bairro estava a evoluir bem e permitia pensar já numa inauguração.

Por umas míseras 24 horas, e dos lados de Águeda, quase vi um concerto do Hélder Tanais com a Ti Maria da Peida a ter lotação esgotada no Parque de Feiras e Exposições, assim como o filme do Pedro Quinjolas a ser nomeado para os Óscares pela melhor banda sonora, pelo roncar metálico da sua Famel.

Tudo aquilo, imaginem, num só dia... só que em tanto dia num ano, tinha que ser logo a 1 de Abril, o dia consignado aos pinóquios deste Mundo, Bairrada incluída.
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