Podíamos chamar um "pack", "bundle" ou um simples "dois em um" para explicar aquilo que paira no ar no Museu do Vinho de Anadia. É arrojado sim senhor juntar vinho, pipas e garrafas a nus femininos.
O fotógrafo Diogo Moreira (mais um do lote de profissionais que se deve chatear muito com o que faz - Ai que inveja) associou brilhantemente aquilo que de melhor tem o país (o vinho da Bairrada) e o Mundo (gajas). A ideia foi tão boa ou tão má que atraiu de imediato o comendador Berardo (gosta pouco gosta), quem sabe na procura de mais um ambiente Zen neste país que tanto gosta ou de modelos despidas para reproduzir em gigante para o seu parque temático lá prós lados do Bombarral (isso é que era).
Mas voltando à exposição que está patente no Museu do Vinho até Abril próximo e que o Bairradices recomenda, a coisa é forte demais, de fazer correr suor pela nuca abaixo. Aquelas pipas de carvalho antigas com as aduelas bem vincadas, aquelas garrafas de gargalo fino e liso... Bem, só visto.
Por uma breve passagem pelas fotos de Diogo Moreira muito nos vem à cabeça, até porque há quem defenda que Vinho, Mulheres e Poesia são expressões da alma. E disso não tenho dúvida, pois perante os nus e o vinho desta exposição damos por nós a fazer poesia, nem que seja daquelas pérolas de trolha, do tipo "Ó linda anda cá e tira-me a rolha", ou um simples "Deixa-me percorrer-te as aduelas e provar esse néctar".
Depois de reis apresentados e reis desistentes e depois do Bairradices ter dado a ideia à imprensa e a alguns blogues vizinhos de utilizar o adágio "Rei Morto Rei Posto" (veja-se no post de segunda-feira do Bairradices e na imprensa de quarta-feira, que até título fez do assunto), eis que se fala num novo pretendente ao trono.
Enquanto a Associação do Carnaval tenta resolver a sucessão do Leão com a contratação de Nero, há uma ala da organização, mais ecológica e racional (verde- entenda-se) que está a desenvolver esforços junto do atacante do Sporting Liédson.
E porquê? Perguntam os amigos leitores.
Porque Liédson é BRASILEIRO e porque, contrariamente ao que estamos habituados a ver no Carnaval Luso-Brasileiro, Liédson RESOLVE (nem que seja à porrada nos dirigentes).
Na Mealhada - e como tem por hábito dizer o povo - leva-se à risca o ditado "Rei Morto Rei Posto".
Ainda mal se chora o falhanço da contratação do conhecidíssimo (???) actor Eriberto Leão (que parece não ter idade para deixar o país, ou melhor, o Paraíso) e a Associação do Carnaval da Bairrada já anda a destruir os cartazes e os folhetos que andou a espalhar durante dois dias pela região. Paralelamente, sabemos que já há quem se ofereça para ocupar tão pretendida cadeira real.
Senão vejamos: Porque raio anda o sr. Carvalheira a apressar o curso intensivo de Brasileiro numa conhecida escola de línguas da Bairrada? E porque anda o sr. Jorge Carvalho de tanga na piscina de uma conhecida unidade hoteleira do Luso? Claro que estas poderão ser as primeiras escolhas para substituir o fiasco do negócio com o sr. Eriberto. E para evitar o adágio "O Rei vai nu" aí estão estes senhores, respectivamente, a alargar os horizontes linguísticos e a trabalhar o bronze.
Podemos antever igualmente que a vida não está facilitada para estes dois barões da popularidade. Por um lado, será fácil prever que ainda aparecerá um outro pretendente a boicotar estas candidaturas, nem que para isso tenha que alegar que o piso do sambódromo não está conforme o caderno de encargos ou que o Carnaval sem a sua presença fica "carote". Ou quem sabe um amigo próximo desta figura que pode sustentar que se for Rei do Carnaval da Mealhada fará uma espécie de dois em um, já que dadas as suas aptidões técnicas pode estar próximo do abate dos cachorros que serão servidos na tenda gigante, com muitaaaaaaa mostardaaaaaaaaaaa.
Muitas mais figuras estão na linha da frente para esta mediática cadeira e a escolha torna-se difícil. O Júlio das maratonas, o Costa das maratonas atrás do presidente... e até o Saldanha, que se não tivesse que servir copos na tenda durante a festa não perdia a oportunidade de sentar o respectivo no local, onde Fercondinni, Pasquim, Tony Ramos e outros também sentaram.
Sempre com toque brasileiro (porque a organização sempre almejou alcançar os ditos da bandeira do Brasil e nunca conseguiu) o Carnaval da Mealhada tem um mês para encontrar um substituto para o Zeca.
Para aqueles que entusiasticamente festejaram aquilo que pensaram ser o encerramento do Bairradices, temos muitas más notícias... Voltámoooooooossssssssssssss.
Para aqueles que desesperadamente aguardavam o nosso regresso imediato, temos más notícias... Regressámos piores e mais acutilantes que nunca.
Para todos os outros, é melhor não falar muito para não "espantar a caça".
Muito bem. Bairradinos, pouco bairradinos ou muito bairradinos, estamos de volta depois das tropelias de mais um Natal e Reveillon (faz lembrar a marca de um champoo profissional que só se vende em cabeleireiros profissionais, nos hipers, nas lojas de bairro e nas lojas de conveniência das bombas de gasolina e contrafeitos também numa feira perto de si).
Espero que este ano traga tudo de bom aos leitores do Bairradices, amigos e familiares e que não traga uma paragem tão grande como esta a que foi sujeita o nosso blogue. Mas como tudo tem uma explicação e porque até as grandes equipas estão sujeitas a condicionalismos extremos para exercerem o direito de cidadania, neste caso concreto tentar fazer rir a malta quando há manifesta vontade de chorar por vários motivos... Ei!!! Foi dito que tentamos, não fazemos milagres.
Mas diziamos que a nossa "grande" equipa não resistiu a vários surtos da quadra: Um de nós contraiu uma gripe daquela que espirramos ao telefone e o médico de família põe-nos de quarentena, mesmo que isso seja sintomático de pó no "abat-jour" lá de casa; Outro intoxicou-se com Pais Natal de chocolate, não pela má qualidade mas sim pela boa quantidade; E outro ainda passou a quadra natalícia e de fim-de-ano com uma descomunal diarreia depois de um bom leitão com pimenta preta "devorado" lá prós lados de Freixo de Espada à Cinta, o que rapidamente se tornou em Fecho, Botões e Calças à Cinta.
Tudo isto pra dizer que voltámos com mais vontade, com pingo ao nariz, com ar de vómito e... Calças de abertura fácil para debelar os grandes temas da Bairrada.
Já agora e porque é ano novo e vida nova, O Bairradices pede para que os seus leitores possam sugerir alguns temas a ser retratados no blogue. Seria mais interactivo e radical.
A equipa do Bairradices deseja-lhe Boas Festas... E sugere-lhe o seguinte:
Nunca falámos tão sério por estas bandas, mas há coisas que são sérias mesmo.
Bairradinos, evitem o consumismo exagerado. Se não conseguirem comer um leitãozito nesta quadra, fiquem-se pela cabidela...
Boas Festas
* Este postal electrónico de Natal foi realizado no âmbito da cadeira de Projecto II, do curso Design da Universidade de Aveiro. Este postal visa os problemas do excesso de consumo que se vão apoderando desenfreadamente da nossa sociedade, tendo por base o conceito de prosumer.
O "irmão" Dias Lopes, "Jornalista" do jornal "O Estadão", acaba de ver editado o seu trabalho naquele “ícone” da imprensa brasileira, mostrando uma visão curiosa sobre o leitão da Bairrada, vinhos e restaurantes da zona. Bem, o melhor é não dizer mais nada e estender o tapete… O comediante hoje é ele, que até descobriu que “sandes” é o aportuguesamento do inglês sandwich. Bem, deste lado do oceano eu tento empatar a jogada e digo-lhe que quando o Pedro descobriu aquele pedaço, numa das sestas que fez por terra de Vera Cruz, foi surpreendido pela queda de uma pirinha, bem ao seu lado. A malta, “dada aos aportuguesamentos”, decidiu juntar cachaça e na falta de nome mais pomposo chegou à conclusão que podia inverter a construção frásica, bem ao estilo inglês, se a Pirinha Cai, a gente muda e fica Cai Pirinha. Boa!!!
Não sei porquê, mas depois deste texto fiquei com vontade de fazer uma dissertação sobre os efeitos benéficos do Guaraná para a saúde, mesmo à distância.
Boa leitura, aqui fica a pérola do “Estadão, que se transcreve na íntegra e sem correcções:
“Um leitão ameaça o reino do bacalhau"
- Ninguém é capaz de informar em Portugal a localidade onde se assou o primeiro leitão no forno de broa, para vendê-lo em pedaços tenros e não tão gordos, com a pele estaladiça, acompanhado de batatas cozidas ou fritas, salada de alface e gomos de laranja. A única certeza é que isso começou na região da Bairrada, situada no centro do país, a oeste da Floresta Nacional do Bussaco. Reivindicam sua paternidade as cidades de Mealhada, Águeda e Anadia; as freguesias de Aguada de Cima e Covões. Hoje, o leitão assado, que fatura cerca de 200 milhões por ano, não se restringe à Bairrada, onde mais de cem restaurantes o servem aos sucessivos batalhões de forasteiros que aparecem para saboreá-lo. Boa parte funciona na Mealhada, às margens da EN 1, a rodovia que liga Lisboa ao Porto. A especialidade é encontrada à venda do Minho ao Algarve.
O primeiro restaurante a assar - e não a inventar - o leitão à bairrada abriu a porta em 1949. Funciona até hoje no mesmo endereço, junto à EN 1, na Mealhada. Seu fundador, Álvaro Pedro, o "Pedro dos Leitões" (1903-87), inicialmente vendeu sandes (aportuguesamento do inglês sandwich) à base do extraordinário pão local e de carne suína. Mas logo diversificou o cardápio, incluindo outros derivados do porco, ou seja, açorda, cabidela, costeleta, lombo e rojões. Desde o início, porém, a estrela maior foi o leitão à bairrada. A casa tem capacidade para 430 pessoas. Quando morreu, aos 84 anos, "Pedro dos Leitões" havia se transformado em homem muito rico. Idêntico sucesso alcançou o vizinho "senhor Sarmento", como a clientela o trata, dono da Meta dos Leitões, com 300 lugares. Em menos de 30 anos, ele não só abriu outros restaurantes como adquiriu 60 hectares de vinhas na Bairrada e o dobro disso no Alentejo, para elaborar brancos e tintos. Inicialmente, destinou-os ao consumo próprio, mas desde 2005 os distribui em todo o país. A prosperidade se alastra aos demais estabelecimentos similares da região, inclusive a Casa Vidal, localizada na freguesia de Aguada de Cima, cujo proprietário já esteve mais de uma vez em São Paulo, assando para conterrâneos saudosos de sua arte. Pela alta qualidade também se destacam a Churrascaria Rocha, na Mealhada, e os restaurantes João dos Leitões, na Piedade, em Águeda, e o Mugosa, de Sangalhos.
O preparo do suíno foi regulamentado pela Confraria Gastronômica do Leitão da Bairrada, com sede em Sangalhos. As raças eleitas são duas: bísaro e malhado de alcobaça, cujos animais têm pernas altas e orelhas caídas, crescem e engordam lentamente, formando mais músculo do que gordura. Alimentam-se apenas de leite materno. O abate acontece quando o suíno alcança entre um mês e mês e meio, e pesa entre 7 e 8 quilos. Assam-no atravessado de uma ponta a outra por longo espeto. Um dos truques é borrifá-lo com vinho branco da Bairrada, a fim de deixar a pele estaladiça e impedir que arrebente. O forno deriva do utilizado para fazer broa, o pão de farinha de milho.
A Confraria Gastronômica do Leitão da Bairrada também instituiu um ritual para servir a especialidade que protege e difunde. Nas refeições solenes, manda apresentar o suíno inteiro aos presentes, depois de assado. A seguir, a cabeça é separada com as bordas de um prato, não com a faca. Se o procedimento não exigir grande esforço, é sinal de que o leitão está no ponto. Saboreia-se a iguaria lusitana acompanhada dos espumantes bairradinos. As vinícolas da região estimulam essa parceria. Algumas, como a Caves Aliança, incorporaram o leitão ao cardápio dos banquetes em suas instalações. Só este ano, a Caves Aliança já mandou assar e servir 2 mil. Mario Neves, presidente da empresa, entusiasma-se com o sucesso. Ele está convencido de que o leitão ameaça desbancar o bacalhau como símbolo da gastronomia portuguesa”.
A ameaça de que existia uma bomba na Câmara da Mealhada fez parar o trânsito e os funcionários da autarquia na tarde da passada quarta-feira.
Há quem diga que tudo não passou de um mal entendido ou de um claro erro de interpretação, uma vez que o boato surgiu quando o presidente, Carlos Cabral, depois de concluir o Orçamento e Plano de Actividades para o próximo ano exclamou: "Epá isto vai ser uma bomba". E o pânico instalou-se.
Outra versão, embora igualmente oficiosa, dá conta que alguém teceu mesmo elogios bombásticos aos novos dois elementos femininos do executivo, apelidando-as de "dinamite", mas isso "são bocas de gente de rastilho curto", disse fonte próxima destas duas "bombas".
Com ou sem bomba e mais ou menos orçamento, o Bairradices esteve lá e colheu as primeiras imagens do acontecimento.
Vejai o video seguinte. Bota no play
Avisa-se desde já que o material exibido neste video pode ferir susceptibilidades junto de pessoas mais sensíveis.