quarta-feira, 16 de setembro de 2009

Crise da fé ou fé na crise

Este anúncio foi visto (e fotografado) num supermercado do concelho de Oliveira do Bairro. Sinceramente, muitas coisas me passaram pela cabeça quando vi o painel de anúncios, mas confesso que este seria um dos últimos que pensava ver.

Mas já agora convido-o a reflectir sobre este classificado. Já vimos algumas senhoras a vender serviços esquisitos via anúncio, já todos nós abrimos um jornal e reparamos em compradores de ouro, que não faltam, ou vendedores de barcos, motas... Agora uma Bíblia, e ainda por cima barata, é coisa que não lembra o diabo.

Um fiel católico (se é este o caso) vender uma Bíblia é como um fanático da bola vender uma camisola autografada pelo ponta-de-lança da sua equipa ou um militante partidário vender a bandeira que desfraldou aquando do líder do seu partido ganhou eleições (bem, neste caso concreto dentro de dias vamos ver muitas bandeiras e merchandising do género nos contentores do lixo ou no devido ecoponto amarelo, pois é preciso ter muita lata para andar aí enfeitado de bandeira e de autocolante ao peito).

Dizia eu que é raro alguém, publicamente, dar a cara para vender um espécime do "Livro dos Livros". Das duas uma: Ou precisa muito dos 10 euros ou rompeu definitivamente com a Igreja. São meras suposições.

O Bairradices até que ajudava a vender aquela "mercadoria" mas para preservar a identidade do "vendilhão" decidiu camuflar o número de telefone do anúncio.

quarta-feira, 9 de setembro de 2009

Um carote para mim, um carote para ti... E a vida sorri

A imprensa da Mealhada faz eco esta semana (e numa carrada de semanas anteriores) do complicado processo da construção de um pista pedonal e ciclável no Parque Urbano da Cidade da Mealhada.

Resumindo, o empreiteiro decidiu colocar um piso diferente do projectado e instalou-se a polémica, com o PSD local através de uma "lança desconfiada" que mantém no executivo (um vereador sem confiança política, entenda-se) a mostrar dúvidas quanto ao material aplicado.

Relatórios, estudos à distância e no local, levantamentos de organismos das Universidades de Coimbra e de Aveiro, foram feitos para atestar a credibilidade do empreiteiro e da autarquia. Isto, claro, envolveu um processo chamado de caroteamento, que consiste na recolha dos ditos e famosos carotes para atestar a solução encontrada pelo empreiteiro para o piso.

Com tanto carote e buraco há que temer que alguém se possa magoar numa dessas "crateras", principalmente uns carotes feitos "old fashion" - de rebarbadora em punho, talvez daquelas de bateria que marroquinos vendem às portas de alguns restaurantes da Bairrada - que foram parar religiosamente e de pézinhos de lã à porta do escritório do candidadto do PSD .

Um coisa ainda não sei: Quem será "enterrado" por conta daqueles buracos?

quarta-feira, 2 de setembro de 2009

"Reconçideremos"

Numa Bairrada "inundada" de cartazes, placards, slogans e promessas - mais ou menos infundadas - como vai acontecendo por todo país, nesta toada pré-eleitoral, torna-se difícil escolher temas para o Bairradices.

Mas, numa das minhas incursões virtuais, revirando os melhores momentos cibernéticos bairradinos, encontrei um "puro" protesto captado pela atenta lupa da RTP, por altura da celeuma das urgências do Hospital José Luciano de Castro, de Anadia.

Bem lá no alto com a sua tarja "o protestante" pedia ao ministro (que agora é ex) para "reconçiderar" o assunto das urgências e agora sabemos porque demorou tanto o governante a "reconçiderar" o mesmo, talvez porque não tinha a Edite Estrela à mão para traduzir o protesto ou estava à espera que aquele espaço habitual do noticiário da RTP - o "Assim se Fala em Bom Português" - pudesse chegar à letra R para abordar aquele "reconçideranço" e ajudar o ministro a tomar posição.

O mais caricato é que na imagem podemos ver a RTP a dizer que havia novo protesto marcado para a noite. Seria Alguém com um incisivo cartaz com o protesto "Queremos de volta as nossas orgências senão vamus reconçiderar outras formas de protestu" ???

quinta-feira, 13 de agosto de 2009

Carta de Condução? O que é isso?


A GNR de Cantanhede cometeu, esta semana, a proeza de apanhar uma mulher sem carta de condução, ou melhor, uma senhora que já foi apanhada 37 vezes pela mesma razão, quase sempre na zona de Coimbra e nos últimos 21 anos.

A senhora em causa conta ao Correio da Manhã (veja o artigo) que já chumbou oito vezes no exame de código e alegando que não tinha dinheiro para mais porque tinha três filhos para criar, decidiu pegar no volante e acelerar, até porque isso de carta de condução é para os outros (os que passam à primeira no exame e para os que não têm três filhos).

Pergunto à senhora Cristina (condutora arrojada e auto-proclamada "às do volante") se nestes 21 anos de multas, em que até se vangloria por ser julgada duas vezes na mesma semana, chegando a cumprir três anos de prisão, quanto dinheiro gastou? Quando dinheiro está a gastar ao erário público?

Olhe senhora condutora faça um favor a si própria e à comunidade e vá ao Centro Novas Oportunidades e ponha-se a estudar (porque é grátis e não vai colidir com a criação dos seus filhos), aprenda a ler e a interpretar o que lê e depois apareça na escola de condução e tire a carta de vez… Não duvido que conduza bem, mas é só por uma questão legal, se sabe o que isso significa.

E mais lhe digo: Até a velhinha anedota daquele que não tinha carta porque a família não escreveu já está forma de moda. A malta agora até manda e-mails. Tenha juízo Cristina e tente entrar para o Guinness por outras razões, das quais os seus três filhos se possam orgulhar
.

terça-feira, 11 de agosto de 2009

Há dias de azar

Era uma vez um grupo de 17 homens de Sangalhos (Anadia) que decidiu jogar numa chave fixa do Euromilhões.

Os 17 jogavam já desde o ano passado e num dia 17 destes (em Julho) perderam, não 17, mas sim 54 milhões de euros porque não acertaram num número, pois, aquele o 17.

Meus amigos sangalhenses o Bairradices avisa: Fiquem em casa nas sextas-feiras 17 e gozem as que calharem no dia 13.

domingo, 2 de agosto de 2009

Magro mas nem tanto

Com esta crise financeira a atingir tudo e todos, são vários os políticos da praça que procuram alguns “trabalhinhos” extra para aumentar o rendimento mensal. Mas enganam-se os que pensam que a crise está a afectar só os deputados da nossa república. Se assim fosse não víamos a nossa eurodeputada troviscalense a fazer um casting para um spot publicitário de uma conhecida cadeia de supermercados.

Ilda Figueiredo parece ter chumbado no teste do anúncio ao leite, pois por norma um leite magro emagrece ou controla o peso e a “encorpada” eurodeputada não ficava bem na fotografia, a não ser que o texto publicitário fosse: “Olhem para o que eu digo e não para o que faço”, ou então “bebam leite magro que eu como bifanas e adoro cabidela”.

Bem, falando mais a sério (o que é raro por aqui) Ilda Figueiredo na última campanha para as Europeias esteve pela região na defesa do sector leiteiro, acusando as cadeias de supermercados nacionais de vender leite de marcas brancas por “tuta e meia”. Leite esse que vem do estrangeiro, também por “tuta e meia”, diz a eurodeputada, acrescentando que não tem o mínimo de qualidade, o leite, pois claro.

O que Ilda Figueiredo esquece é que não é por falta de aviso que isso acontece. Estamos sempre a ser avisados mas não ligamos, pois no caso concreto do Pingo Doce é raro o dia que não se ouve nas rádios ou na TV a Rita Blanco e outros a dizer: “Sabe bem pagar tão pouco”.
Related Posts Plugin for WordPress, Blogger...