terça-feira, 9 de junho de 2009

Ti Maria da Peida

O irreverente Hélder Tanais continua a surpreender. Há quem diga que nada segurava esta alma desassossegada nos tempos de escola e nas agitações da, entretanto falecida, ATUM - Associação de Tolos Unidos da Mourisca, não a terra da Casa dos Fidalgos, mas sim a Mourisca do Vouga, capital da Freguesia da Trofa, também ela do Vouga e do concelho de Águeda.

É sem dúvida um rasgo de cultura esta encarnação de Hélder na figura de "Ti Maria da Peida", uma solução para enfrentar a crise e dar emprego à família e amigos, menos ou mais gordos, menos ou mais altos, mais ou menos animalescos.

O Hélder superou-se a si próprio, meteu-se na automotora da Mourisca até Aveiro onde apanhou o Pendular até Santa Apolónia, levando na bagagem uma "amarela" da raça Marinhoa - sim estou a falar de uma vaca !!! - que acabou por fazer na capital uma real cagada, no programa Herman Sic - onde muitos de nós tínhamos vontade de fazer o mesmo - com o humorista a rejubilar-se pelo feito, por mais um momento alto do programa, parecido com aqueles que nos fizeram chorar de riso e vergonha com a Linda Reis a fazer strip ou a Lili Caneças a simular ser alguem sério e importante, a diferença é que estas duas acabaram por não aliviar o intestino em palco como fez a mediática "amarela" que o Hélder levou .

Parece que o episódio da vaca não chegou, levando o entertainer (estou a falar do Hélder, que ofuscou a figura mediática do apresentador) a "avacalhar" literalmente o programa com a Peidinha, a Peidona, o Zé dos Peidos e restante família.

Meu caro Jorge Perestrelo, peço desculpa, mas afinal não é o futebol ou os golos... Mas sim disto, "é disto que o meu povo gosta". Eu cá admiro a coragem dos intervenientes, mas "chuto para canto".

Deliciem-se: "bota no play"

domingo, 7 de junho de 2009

Guerra aos morcegos em Larçã



A raiar o limite da nossa Bairrada, o lugar de Larçã (Coimbra), paredes-meias com a Pampilhosa (Mealhada), com quase 480 habitantes, acabou por sair do anonimato no passado dia 1 de Junho. Tudo porque um “iluminado” habitante do lugar (há quem diga que é um GNR reformado) perante um ataque desmedido de morcegos que se acomodaram na cave de um prédio, não teve meias medidas… Aí vai disto e pegou num pneu Michelin recauchutado pôs-lhe fogo e mandou-o para a cave.

Para os pacatos moradores, o momento foi de aflição, de susto, de anúncio de fim do mundo, com tanto fumo negro a sair pelas janelas, portas e frinchas do prédio.

De alerta em alerta, o certo é que num ápice aparecerem três corporações de bombeiros, cinco viaturas e um sem número de soldados da paz, da Pampilhosa, Brasfemes e Sapadores de Coimbra, facto que me foi confirmado por um amigo bombeiro, que descreveu o ar anedótico dos colegas perante tal acontecimento.

Sem que eu tenha estado no local, posso imaginar o senhor “incendiário” de pneus, a sair da cave, depois de correr com os visitantes indesejados, completamente cheio de fumo, só com os olhos e os dentes a contrastarem e ao ver a imensa plateia de bombeiros e de vizinhos, a erguer os braços e com aquele rosto esfumado a gritar: “Yes we can”.

terça-feira, 2 de junho de 2009

Preciosidade bairradina

Numa incursão pelas novas tecnologias encontrei algo muito à frente, genuíno e tão puro como o nosso leitão (apesar de ser filho da porca). Mas agora muito a sério. A cultura na Bairrada vai muito para além da vinha e da batata e icones da mais alta linhagem erudita do país proliferam neste território vinhateiro.

A febre dos internacionalmente famosos Perus, Pavões, Melros e outros afamados "Jazz's" com nome de aves ficou de tal maneira enraizada na Bairrada que estrelas da música portuguesa não faltam... E são cá de uma longevidade.

A prova é que o nosso conterrâneo Amadeu Mota, agora com 61 anos, está para as curvas, com um palmarés invejável (ehehehehe). Ele sim é o rei da pop bairradina. Que o digam os industriais do tremoço de Amoreira da Gândara, os empresários dos suspiros de Fermentelos, os profissionais das farturas Lisboa ou os revendedores dos gelados Águia, entre outros, que são testemunho vivo do sucesso deste grande bairradino pelas horas que passaram juntos em tudo o que era arraial neste país.

Quero prestar aqui a homenagem a Amadeu Mota, que tantos bailes e festas populares abrilhantou - e pelos vistos tem vontade de abrihantar. Grande músico e homem sempre à frente, um "avant-garde" e às vezes a raiar um pouquito o perverso com musiquitas a sugerir poucas vergonhas, no carro e a três, por exemplo.

Grande Amadeu és o orgulho de Bustos e do país. Um dia destes diz-me o que é um vidro embaçado, pois ao ver este vídeo embaçado fiquei eu por também ser bairradino.

Vamos a isto maestro... cliquem no play e se conseguirem ouçam esta pérola, este hino ao amor automobilístico.


sábado, 30 de maio de 2009

Europeias tresandam a Bairrada


Nunca a Bairrada esteve tão na linha da frente das Europeias como nestas eleições. De uma assentada só… E pumba. Dois cabeças-de-lista da Bairrada (detesto esta terminologia mas é assim que vulgarmente se designam os números um) … E quase vizinhos e oriundos dos mesmos livros políticos (de lombada encarnada). Claro que desde cedo tiveram que deixar as suas terras senão comprometiam o próprio futuro como políticos, com Vital Moreira a tentar emprego por outras paragens quando na sua Freguesia de Vilarinho do Bairro ou no seu concelho de Anadia o PS tem um score adverso àquilo que se passa a nível nacional. Quem sabe se ficasse por cá as coisas até melhorassem, ou piorassem, quem sabe.

No caso de Ilda Figueiredo, era preciso ter muita coragem para ficar no Troviscal e nem a vontade de fazer vingar a bandeira da freguesia, que também foi - e é - de Arlindo Vicente, não lhe permitiriam nada fazer à bipolarização de direita que vem governando o município.

Estes dois ilustres bairradinos fugiram da proliferação da direita local e aderiram às migrações (melhor que o Tarrafal, sem dúvida) e voluntariamente (creio) partiram à descoberta de um solo mais fértil para semear votos à esquerda, porque na Bairrada só as uvas pareciam multiplicar-se na terra, germinado também alguns líderes de direita, intocáveis, alguns deles grandes dinossauros da política local.

Com Ilda Figueiredo a fixar-se no Porto e o seu adversário político em toda a parte (não confundir com nomadismos raciais), a Bairrada ficou para trás nas opções de vida destes puros bairradinos.

Hoje, e à beira de um acto eleitoral em que ambos vão ser derrotados pela abstenção, orgulhamo-nos de encher a boca e dizer que são dois dos nossos à frente de duas candidaturas… E até podiam ser três, porque preferia ter nos cartazes do PSD o Zé Manel Ribeiro em vez do Rangel, que não passa de uma pessoa afável, das poucas que acreditam na Dra. Manuela Ferreira Leite, (o deputado Zé também) mas que preconizou um excelente momento de campanha, acabando por dizer que o PS e Vital Moreira andam a mostrar “um certo desespero”, certamente é por não saberem quem vai ficar em segundo lugar nas intenções de voto.

Mas falava eu do bairradino Zé Manel, que tudo fez para ser candidato do partido à Câmara de Anadia, conseguiu chegar à liderança da concelhia, dividiu o PSD em dois e lançou fogachos de luz e relâmpagos ao “companheiro” Litério Marques, que, dizem as más línguas, foi visto a chorar à saída de uma reunião magna da concelhia. Ai Zé, e agora? A candidatura à Câmara foi-se, o Rangel não leva ninguém da Bairrada … Mas com jeito e com as Legislativas à porta estão aí e há que bater o pé, senão quem vai defender as vinhas da Bairrada dos atentados do TGV, que inicialmente, pelos dados da RAVE, parece que o raio do comboio vinha de lado e não de frente, ao querer “lamber” um corredor de 400 metros (sem barreiras).

E dizia eu que podíamos ter três candidatos bairradinos às Europeias. Isso era demais e já era razão suficiente para fazer vir o resto do país votar à Bairrada, sempre dava um empurrão à economia local que vendia mais uns leitõezitos e umas garrafitas de espumante com Caramujos do Luso e Pastéis de Águeda a acompanhar.

Mas voltamos aos nossos “embaixadores” da Bairrada nas Europeias e tentar perceber que a escolha destas notáveis figuras vai muito para além da disputa partidária, e vai no sentido de captar mais atenção para o voto e dizimar essa “maldita” abstenção que destrói o histórico do índice de votação que normalmente se regista, em especial, nas eleições europeias.

Disfarçar os nossos candidatos de “Avô Cantigas” e de “Dona Benta do Sítio do Pica Pau Amarelo” foi muito bem pensado pelos partidos para captar o eleitorado saudosista destes ícones televisivos.

Numa toada de assuntos como a “roubalheira” do BPN, e em versão rap(etitiva), o nosso candidato, na pele de Avó Cantigas vai dando música ao eleitorado, enquanto a sua adversária D. Benta, com aquele ar maternal que lhe é peculiar - a fazer-nos pensar que faz uns excelentes bolos caseiros, com farinha Maizena e sem usar leite de linhas brancas dos hipermercados – lá vai dando voz aos agricultores, lembrando-os que no Parlamento Europeu assume-se como o maior pesadelo da senhora comissária Boyle.

Bem, os dados estão lançados e como é suis generis dizer-se na Bairrada, até ao lavar dos cestos é vindima, vamos estar atentos a estes dois rostos da política do país. Uma coisa parece-nos certa: A Bairrada vai ter dois deputados no PE na próxima legislatura.
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domingo, 24 de maio de 2009

A brincar...A brincar

Dado como chave para a compreensão de culturas, religiões e costumes, rotulado mesmo de elemento vital para a condição humana, o humor vem dissecando a vida e as maneiras da sociedade humana através dos séculos. Numa das muitas brilhantes definições da Wikipédia acabei por encontrar o riso como algo em constante mutação ao longo dos tempos acompanhando costumes e correntes de pensamento.

O humor está em todo lado – ou melhor deveria estar – dependente da forma como olhamos a vida nas suas mais diversas áreas. Fazer humor com aquilo que nos rodeia pode ser motivo de piada, ou não, mas não é sinónimo de desrespeito de irresponsabilidade ou de leviandade.
Tido como um bom remédio, rir parece fazer bem física e psicologicamente. Este é um dos objectivos do Bairradices, propondo-se no apoio a esta terapia, para fazer esquecer, quem sabe, este o aquele sinal de uma crise, que já foi apelidada de tanta coisa pelos nossos políticos contemporâneos.

Na tentativa de procurar uns sorrisos, nem que sejam de tonalidade amarela, o Bairradices quer tentar mostrar a Bairrada sob uma vertente mais atractiva, mais colorida, mais genuína, mas com responsabilidade e seriedade. E por falar nisso, prometo que este será o post mais sério de todos, mas um preâmbulo assim o exige.

Conto com o apoio dos cibernautas bairradinos, e não só, para atingir este objectivo de sorrir a falar da Bairrada… Porque isto de ter piada não é fácil.

"O humor é, nas pessoas, um elemento terrivelmente desconhecido. Pode unir um povo inteiro como o não fazem os costumes e a própria língua"

Agustina Bessa-Luis
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